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Lucro da Volkswagen cai pela metade impactado por tarifas e dificuldades no mercado chinês

10 mar 2026 - 07h31
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A Volkswagen enfrenta mais um ano ‌difícil, dominado por tarifas e pela batalha para reconquistar o mercado da China, depois que a maior montadora da Europa divulgou uma queda no lucro operacional nesta terça-feira e previu apenas uma recuperação modesta para sua margem em declínio.

Assim como seus concorrentes, a Volkswagen tem ⁠enfrentado pressões nos principais mercados, com as tarifas dos EUA custando ‌bilhões à empresa e a concorrência local corroendo sua participação na China, o maior mercado automotivo do mundo.

O grupo automobilístico alemão, cujas ‌subsidiárias Porsche e Audi também estão sob pressão, ‌espera uma margem operacional entre 4% e 5,5% em 2026, ⁠depois de 2,8% em 2025 e 5,9% um ano antes.

Os analistas consultados pela Visible Alpha esperam uma margem de 5,2% este ano, no limite superior da faixa de previsão da empresa.

AMBIENTE FUNDAMENTALMENTE DIFERENTE

"Estamos operando em um ambiente fundamentalmente diferente", disse o presidente-executivo Oliver Blume em um ‌comunicado.

O lucro operacional da montadora caiu mais da metade em 2025, para 8,9 ‌bilhões de euros (US$10,4 bilhões), ⁠ficando abaixo da previsão ⁠dos analistas de 9,4 bilhões de euros, arrastado pelas tarifas e por uma ⁠cara mudança estratégica na Porsche, ‌que pausou sua transição para ‌a eletricidade no ano passado em meio à fraca demanda.

A receita ficou estável em 322 bilhões de euros, com poucas esperanças de crescimento em 2026, quando a empresa espera que a ⁠receita se desenvolva em uma faixa de 0% a 3%.

As expectativas dos analistas estavam no limite superior da faixa.

O diretor financeiro Arno Antlitz disse que os lançamentos de produtos e as medidas de reestruturação em 2025 foram importantes para aumentar ‌a resiliência da Volkswagen.

"Mas a margem operacional de 4,6% ajustada para a reestruturação não é suficiente no longo prazo", disse ele, acrescentando ⁠que a Volkswagen continuaria a reduzir rigorosamente os custos.

Em janeiro, a Volkswagen divulgou um fluxo de caixa líquido de 6 bilhões de euros para 2025, uma grande melhoria em relação à previsão de fluxo de caixa nulo, o que provocou uma alta nas ações, mas também atraiu críticas dos sindicatos, que questionaram o resultado, uma vez que a empresa estava realizando cortes drásticos de empregos.

O grupo planeja fazer cerca de 50.000 cortes de pessoal até 2030 na Alemanha.

Isso inclui um pacote de reestruturação na Porsche, cujo lucro operacional desapareceu quase totalmente em 2025, caindo 98% para 90 milhões de euros.

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