Liquidação de ações de tecnologia pressiona mercados globais
Índices Kospi e Nikkei fecharam nos menores níveis desde março e abril, respectivamente
A aversão ao risco se intensificou na Ásia, onde o Kospi, principal índice acionário da Coreia do Sul, caiu mais de 7%, no menor nível de fechamento desde abril. A onda de vendas também atingiu as bolsas europeias.
Os mercados globais operam majoritariamente em queda nesta quinta-feira (15), em meio a uma liquidação de ações de tecnologia após as perdas registradas em Wall Street na véspera. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI) acima das expectativas em setembro reacendeu as preocupações com a trajetória dos juros e ampliou as dúvidas sobre os retornos dos investimentos em inteligência artificial (IA).
A aversão ao risco se intensificou na Ásia, onde o Kospi, principal índice acionário da Coreia do Sul, caiu mais de 7%, no menor nível de fechamento desde abril. A onda de vendas também atingiu as bolsas europeias, com o setor de tecnologia em queda de 3%. Em Nova York, os índices futuros operavam sem direção única nesta manhã.
Na Europa, os resultados corporativos ajudavam a limitar as perdas. Em Estocolmo, as ações da Ericsson avançavam 10,2% após a fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações registrar lucro acima das expectativas do mercado.
No cenário geopolítico, o afundamento de um navio com bandeira de Singapura no Estreito de Ormuz aumentou as preocupações com a possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio. Na quarta-feira (14), a autoridade marítima de Singapura classificou os ataques como uma violação do direito internacional. O Irã, por sua vez, afirmou estar “contando os momentos” até poder atacar navios de guerra americanos.
No Brasil, o mercado repercute a aprovação, pelo Senado, da PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A proposta foi aprovada em dois turnos na quarta-feira, com 75 votos favoráveis e um contra. Como o texto já havia passado pela Câmara dos Deputados e não sofreu alterações de mérito no Senado, segue para ser promulgado pelo Congresso Nacional.
Outra pauta de destaque é a ampliação do limite de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI). A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, o projeto de lei complementar por 461 votos a quatro. A proposta, que segue para análise do Senado, eleva o teto de receita dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028.
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