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Líderes financeiros do G7 estão prontos para mitigar consequências da guerra do Irã, diz Lescure

16 abr 2026 - 16h26
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Os ministros das Finanças e ‌os presidentes dos bancos centrais do G7 concordaram em permanecer prontos para agir a fim de mitigar os riscos econômicos e de inflação causados pelos choques de preços e de fornecimento de energia da guerra no Oriente Médio, disse nesta quinta-feira o ministro das Finanças da França, Roland Lescure.

Lescure disse a jornalistas, ⁠à margem de reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que há ‌uma ampla gama de resultados para a economia global, dependendo da rapidez com que o conflito termine.

Com o apoio do G7, a Agência Internacional de ‌Energia liberou no mês passado uma quantidade recorde ‌de petróleo das reservas estratégicas para ajudar a combater o corte ⁠no fornecimento proveniente dos países do Golfo pelo Estreito de Ormuz.

"Precisamos nos certificar de que entendemos para onde o equilíbrio dos riscos está se inclinando nas próximas semanas", disse Lescure após reuniões dos ministros das finanças do G7 e dos presidentes dos bancos centrais na quarta e quinta-feira.

"Vamos nos reunir novamente daqui a ‌um mês em Paris e queremos ter certeza de que monitoramos a situação, ‌avaliamos o impacto e que, ⁠se precisarmos agir, ⁠como fizemos com a liberação dos estoques há algumas semanas, nós o faremos", acrescentou Lescure.

Neste ⁠ano, a França ocupa a presidência do ‌G7, clube das democracias industrializadas ‌que também inclui os Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, Alemanha e Itália.

O presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, acrescentou que os bancos centrais do G7 também se comprometeram a tomar as medidas ⁠necessárias para evitar que o choque de energia e commodities decorrente da guerra do Irã seja incorporado à inflação subjacente por meio de efeitos de segunda e terceira ordem.

Lescure disse que os líderes financeiros do G7, reunidos pessoalmente pela primeira vez neste ano, também prometeram continuar a ‌ajudar a Ucrânia, inclusive na preparação para o próximo inverno, após um inverno difícil neste ano com constantes ataques russos à infraestrutura de energia ucraniana.

"A Ucrânia ⁠nunca deve ser um dano colateral da atual guerra no Irã", disse Lescure. "A Rússia não deve se beneficiar do que está acontecendo no Irã."

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que não compareceu à reunião do G7 desta quinta-feira sobre minerais críticos, disse na quarta-feira que não deve renovar uma isenção temporária de 30 dias das sanções sobre o petróleo russo retido no mar. A isenção, que expirou em 11 de abril, tinha o objetivo de aliviar as pressões sobre os preços, liberando mais petróleo nos mercados globais.

Os líderes financeiros do G7 também discutiram esforços conjuntos para criar cadeias de suprimento alternativas para terras raras e outros minerais críticos para reduzir a dependência em relação à China, principal fornecedor mundial. 

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