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Líder do governo no Senado diz que, com requerimento, votação da 6x1 pode ser concluída nesta quarta

Parlamentares de oposição reconhecem que aprovação da proposta ajuda Lula, mas admitem que vão votar a favor para não prejudicar Flávio Bolsonaro

13 out 2026 - 18h23
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Resumo
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, busca 54 assinaturas para um requerimento de calendário especial que permita votar a PEC do fim da escala 6x1 em dois turnos nesta quarta-feira. O Planalto quer aprovar a matéria antes do segundo turno eleitoral. Mesmo criticando o timing da pauta, parlamentares de oposição, incluindo Flávio Bolsonaro, pretendem votar a favor da proposta para evitar desgastes políticos, embora pressionem pelo adiamento da segunda votação para depois da eleição.

BRASÍLIA - A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que, se protocolado o requerimento de calendário especial com as assinaturas necessárias, é possível que os senadores realizem nesta quarta-feira, 14, as duas votações exigidas para a aprovação da proposta de fim da escala 6x1. As declarações ocorreram no fim da tarde desta terça-feira, 13.

Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), são necessárias 54 assinaturas para a apresentação do requerimento de calendário especial, que acelera a tramitação da PEC.

A jornalistas, Teresa disse que está coletando assinaturas de líderes de bancadas para representar o número mínimo. A senadora afirmou que já tem o equivalente a mais de 40 signatários, mas não disse quem assinou o requerimento até agora.

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Período do expediente. Em discurso, à tribuna, senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Período do expediente. Em discurso, à tribuna, senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

"A exigência de Davi (Alcolumbre) é que eu apresente o requerimento protocolado amanhã. Então, com as assinaturas necessárias, eu vou protocolar. Protocolando, a gente consegue votar o primeiro turno e o segundo", disse a líder do governo.

Conforme o Estadão/Broadcast tem mostrado, a ideia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ter a PEC aprovada antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Parlamentares de oposição reconhecem que a aprovação da proposta ajuda a campanha de Lula, mas admitem que vão votar a favor do fim da escala 6x1 para não prejudicar o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

Nas últimas semanas, aliados de Flávio reclamaram do caráter "eleitoreiro" da decisão de Alcolumbre de pautar o fim da escala 6x1 justamente durante o segundo turno da eleição presidencial.

Senadores bolsonaristas defendem uma proposta diferente, que institui o contrato por horas trabalhadas e pode permitir a redução de salários em caso de jornada menor. Apesar disso, o próprio Flávio recuou e declarou nesta terça que vai votar a favor do fim da escala 6x1.

Agora, senadores bolsonaristas querem que Alcolumbre realize somente a primeira votação necessária para a PEC. A ideia é pressionar para que a segunda votação fique para depois da eleição de 25 de outubro. A líder do governo Lula no Senado disse que não há acordo para isso com a bancada governista.

"O presidente Alcolumbre, desde o começo, diz a mesma coisa: eu vou cumprir o rito regimental. Está cumprindo. No rito regimental, é possível apresentar um requerimento de calendário especial. É por isso que estou lutando. Uma vez apresentado o requerimento, ele bota, aprova-se e vota o segundo turno", declarou a líder.

Mais cedo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse crer que o anúncio de Flávio de que vai votar a favor do fim da escala 6x1 "vai animar muita gente" a seguir a mesma posição. "Acho que, com o anúncio do Flávio hoje, esse número de pessoas que vão votar a favor vai ser enorme", disse a parlamentar, na tribuna do plenário.

Estadão
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