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Alta do combustível é principal motivo para motorista considerar compra de carro elétrico

Fator é citado por 78% dos entrevistados dispostos a fazer o investimento, segundo o Instituto Locomotiva; com preço de entrada dos elétricos ainda alto, parte do interesse não vira acesso

9 out 2026 - 11h42
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Resumo
Pesquisa do Instituto Locomotiva revela que 87% dos motoristas brasileiros considerariam comprar um carro elétrico, impulsionados sobretudo pela alta dos combustíveis, citada por 78% deles. Embora 76% acreditem que a economia compensa o investimento no longo prazo, o alto custo de aquisição ainda é o principal obstáculo para a compra efetiva. O interesse saltaria para 84% caso os modelos fossem mais acessíveis, demandando também melhorias na infraestrutura de recarga para popularizar o setor.

Nove em cada dez brasileiros já enxergam a compra de um carro elétrico como uma alternativa de mobilidade, principalmente devido à alta no preço dos combustíveis. Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 87% dos motoristas "provavelmente" ou "com certeza" considerariam adquirir um veículo elétrico.

A economia com combustível aparece como o principal fator que estimularia a compra, citada por 78% dos entrevistados dispostos a fazer o investimento. Para a maioria (76%), mesmo se o preço de aquisição for mais alto, um carro elétrico se paga no longo prazo.

O instituto pondera que, embora o interesse seja elevado, ainda há uma distância entre considerar a compra e acessar a tecnologia. Se os carros elétricos se tornarem mais acessíveis — compatíveis com o orçamento do brasileiro médio —, a intenção de compra tende a crescer significativamente: 84% dos entrevistados afirmam que certamente considerariam adquirir um modelo elétrico se o preço fosse mais baixo.

"O carro elétrico já entrou no horizonte de escolha do brasileiro. O interesse existe e a economia no uso é uma vantagem que o consumidor já consegue enxergar, especialmente quando o custo dos combustíveis pesa mais no orçamento", comenta Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. "O ponto de tensão está em transformar essa disposição em compra: enquanto o preço de entrada continuar alto, parte desse interesse não vira acesso", acrescenta.

Na avaliação de Meirelles, o próximo passo da transição energética é alinhar o preço de um carro elétrico à economia que o consumidor já percebe no dia a dia, além de ampliar e facilitar as opções de recarga das baterias. A pesquisa do Instituto Locomotiva ouviu 1,3 mil motoristas por meio de entrevistas digitais entre os dias 1 e 10 de julho.

Estadão
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