Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Leilão de swap reverso do BC facilita redução de posições compradas em dólar

6 mai 2026 - 13h25
Compartilhar
Exibir comentários

O Banco Central vendeu nesta ‌manhã de quarta-feira em leilão 10.000 contratos de swap cambial reverso, um montante equivalente a US$500 milhões, facilitando a redução de posições compradas em dólar no mercado futuro brasileiro em meio à expectativa de fim da guerra no Oriente Médio.

Anunciada na noite de terça-feira, a operação com swap reverso tem o efeito equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Na prática, isso ⁠representa um impulso de alta para o dólar no mercado futuro -- que, por ser o mais líquido ‌no Brasil, tende a puxar as cotações também no mercado à vista.

Ao contrário do que fez em outras ocasiões, o BC não promoveu nesta quarta-feira, juntamente com o leilão de ‌swap reverso, um leilão de venda à vista de dólares -- ‌operações simultâneas conhecidas no mercado como "casadão". Desde 8 de novembro de 2016 o BC ⁠não realizava uma operação semelhante à desta quarta-feira, apenas vendendo swap cambial reverso.

Ao atuar apenas por meio do swap reverso, o BC facilita que investidores atualmente comprados no mercado futuro -- ou seja, posicionados para a alta das cotações do dólar -- reduzam essas posições.

Para o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, a atuação do BC com swap reverso permite a redução de posições compradas ‌em dólar no mercado futuro em um momento em que o cenário externo aponta para uma ‌moeda norte-americana mais fraca. Em outros ⁠momentos, quando a pressão ⁠para as cotações era de alta, o BC promoveu vendas de swaps tradicionais -- operações equivalentes à venda de ⁠dólares no mercado futuro.

"O BC atua pontualmente para ‌ajudar na liquidez, faz isso para ‌os dois lados", comentou Bergallo. "Me parece que segue uma posição autônoma em relação a não buscar definir qual a cotação de equilibro (do dólar), já que ela não existe. (A atuação) é apenas para corrigir movimentos muito agudos", acrescentou.

O noticiário sobre a guerra contribuiu para os ⁠movimentos agudos das últimas semanas. Após o início do conflito, no fim de fevereiro, o dólar saiu da faixa dos R$5,13 para um pico de R$5,31 em 13 de março, no auge das preocupações do mercado, para depois se reaproximar dos R$4,90 na sessão desta quarta-feira, em meio à expectativa de um acordo de paz.

No ‌ano, a divisa norte-americana acumula baixa próxima de 10%.

A operação desta quarta-feira também tem um efeito na própria posição do BC nos últimos anos, vendida em swap cambial tradicional. Ao fazer ⁠o leilão de swap reverso, o BC reduz essa posição.

"A intervenção via 'hedge' já vem ocorrendo em certa medida. Tanto a não rolagem de swaps (tradicionais) quanto a utilização de swaps reversos têm a mesma finalidade, ou seja, reduzir a posição bruta (do BC)", comentou Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset.

Segundo Lima, a manutenção pelo BC de um estoque elevado de swaps, que exige rolagens frequentes, pressiona para cima o cupom cambial -- a diferença entre a taxa de juros em reais e a taxa em dólares, muito usada para precificar operações de hedge (proteção) no mercado de câmbio.

Na operação desta quarta-feira, a data de início dos contratos de swap reverso negociados pelo BC é 7 de maio, enquanto o vencimento será em 1º de junho. O BC aceitou uma proposta no total de 10.000 contratos.

Às 13h, o dólar à vista subia 0,33%, a R$4,9285 na venda.

(Edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra