Klabin vê recompra de ações como alternativa importante em alocação de capital
A produtora de papel e celulose Klabin avalia que a recompra de ações é uma alternativa importante de alocação de capital para o grupo, em um momento em que a empresa não tem grandes projetos de investimento e mantém perspectiva de ingressar em um ciclo de crescimento na geração de caixa.
Porém, a empresa não prevê alterar sua política de retorno aos acionistas, que hoje paga o centro da faixa de 10% a 20% da geração de caixa, disse o presidente-executivo, Cristiano Teixeira, nesta quinta-feira, durante conferência com analistas após a publicação dos resultados de segundo trimestre da companhia na quarta-feira.
Teixeira afirmou que a Klabin investiu cerca de R$30 bilhões nos últimos 10 anos em ampliação de capacidade, modernização de equipamentos e entrada em novos segmentos de mercado, e que no horizonte dos próximos cinco anos a empresa não tem projetos de investimentos transformacionais do grupo.
Em vez disso, a empresa mantém os planos de usar um previsto aumento na geração de caixa advinda dos investimentos para redução de dívida e retorno aos acionistas, disse a diretora financeira, Gabriela Woge.
Em um prazo de 10 anos, porém, Teixeira disse que a Klabin segue "confiante (sobre planos de investimento) em fibra longa em Santa Catarina".
A empresa tem há alguns anos estudado a possibilidade de investir em um projeto bilionário de expansão de capacidade de produção de celulose fluff em Santa Catarina. Em 2022, o projeto previa capacidade de entre 1 milhão e 1,2 milhão de toneladas, das quais 500 mil a 600 mil seriam de celulose fluff, usada em produtos que incluem fraldas.
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