Kimberly-Clark prepara venda de ativos para obter aprovação da UE para aquisição da Kenvue, dizem fontes
A Kimberly-Clark prepara concessões para mitigar preocupações antitruste da União Europeia e destravar a aquisição da Kenvue, avaliada em US$ 40 bilhões. O negócio, que adiciona marcas como Listerine e Neutrogena ao portfólio da dona da Huggies, já teve aval condicional na Austrália e na África do Sul. A UE formalizará seus apontamentos nesta semana, definindo se o grupo aceitará desinvestimentos na fase preliminar, até 29 de setembro, ou se a fusão passará por uma investigação aprofundada.
A Kimberly-Clark está preparando concessões para responder às preocupações antitruste da União Europeia relacionadas à sua oferta pela Kenvue, fabricante de Tylenol, o que poderá ajudá-la a obter aprovação para o negócio de US$40 bilhões após a análise preliminar do caso, disseram fontes familiarizadas com o assunto.
A fabricante dos lenços Kleenex e das fraldas Huggies anunciou a aquisição em novembro do ano passado. O negócio acrescentaria ao portfólio da Kimberly-Clark uma ampla gama de marcas da Kenvue, incluindo o enxaguante bucal Listerine e as marcas de cuidados com a pele Aveeno e Neutrogena.
A Comissão Europeia, responsável pela defesa da concorrência na União Europeia, deve informar formalmente a Kimberly-Clark sobre suas preocupações ainda nesta semana, segundo as fontes.
Essa comunicação determinará se a empresa apresentará concessões durante a análise preliminar da autoridade regulatória, que termina em 29 de setembro, para obter aprovação da União Europeia, ou se aguardará a abertura de uma investigação aprofundada, com duração de cerca de quatro meses, após o encerramento dessa fase inicial.
A Comissão Europeia se recusou a comentar. A Kimberly-Clark e a Kenvue não responderam aos pedidos de comentário enviados por e-mail.
O negócio recebeu aprovação na Austrália na semana passada, sob a condição de que a Kimberly-Clark venda as marcas de produtos para cuidados menstruais Carefree e Stayfree da Kenvue no país. A operação também obteve aprovação condicional na África do Sul no mês passado.
A aquisição ocorre em meio a um ambiente desafiador para o setor de bens de consumo, com os consumidores buscando opções de melhor custo-benefício e empresas respondendo por meio de investimentos em embalagens menores e da eliminação de unidades de negócios com desempenho abaixo do esperado.
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