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Justiça determina bloqueio de ações do BRB compradas por investigados no caso Master

Polícia Federal investiga compra de ações do banco estatal por Daniel Vorcaro, dono do Master, Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, e João Carlos Mansur, fundador da Reag

26 fev 2026 - 22h57
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A Justiça de Brasília determinou, em caráter liminar (provisório) o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) compradas por investigados na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal - que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.

A decisão atende a um pedido do banco estatal e foi determinada pela Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília.

A Justiça impediu ainda a possível venda dos ativos. O processo tramita em segredo de justiça. O BRB explicou que decidiu solicitar o bloqueio diante de resultados encontrados em investigação realizada pela auditoria independente que contratou.

BRB explicou que decidiu solicitar o bloqueio diante de resultados encontrados em investigação realizada pela auditoria independente
BRB explicou que decidiu solicitar o bloqueio diante de resultados encontrados em investigação realizada pela auditoria independente
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Estadão

A Polícia Federal investiga a compra de ações do BRB, de forma oculta - por meio de fundos - por Daniel Vorcaro, dono do Master, Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, e João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos.

Em fato relevante divulgado na noite desta quinta-feira, o banco diz que a medida tem como objetivo possibilitar o futuro ressarcimento de prejuízos causados à instituição em razão de operações envolvendo o Banco Master, em liquidação extrajudicial.

Em dezembro, o BRB contratou o escritório Machado Meyer Advogados, com assistência técnica da Kroll, com o objetivo apurar os fatos relacionados às operações com o Master. A PF investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas do banco de Vorcaro para o BRB, bem como a tentativa de compra do Master pelo banco estatal - barrada pelo Banco Central.

No curso da investigação, foi elaborado um relatório preliminar, com escopo delimitado a aspectos específicos da investigação, no qual foram identificados elementos que demandavam análise pelas autoridades competentes, com vistas à avaliação de eventual existência de atos ilícitos.

"Em observância ao seu dever de cooperação com as autoridades públicas e em respeito ao devido processo legal, o BRB encaminhou imediatamente o referido relatório preliminar à Polícia Federal e, posteriormente, a outros órgãos", ressaltou o banco.

Estadão
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