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Juros mantidos em 15% são o preço da incerteza econômica

Brasil continuará atraindo capital especulativo, enquanto o governo seguirá gastando, alimentando a inflação e forçando o BC a prolongar o aperto de crédito

18 set 2025 - 12h27
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Paraíso dos juros altos, o Brasil continuará atraindo capital especulativo ainda por longo tempo, enquanto o governo seguirá gastando sem prudência, alimentando a inflação e forçando o Banco Central (BC) a prolongar um aperto de crédito ainda mal-sucedido.

Ao manter os juros básicos (Selic) em 15% ao ano, o Comitê de Política Monetária do BC, o Copom, mencionou como justificativas a insegurança financeira global, agravada pela política econômica dos Estados Unidos, a tensão geopolítica, a inflação recente no Brasil e as expectativas inflacionárias para 2025 (4,8%) e 2026 (4,3%), citadas na pesquisa Focus. Sem referência direta, os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva são personagens centrais dessa história.

Ao listar fatores de risco inflacionário, a nota do Copom destaca "uma desancoragem das expectativas" por período mais prolongado, uma resiliência da inflação de serviços maior do que a projetada e uma conjunção de políticas externa e interna com impacto muito forte nos preços.

O quadro interno inclui o dinamismo econômico e pressões no mercado de trabalho. Expectativas desancoradas impõem, segundo o documento, uma política monetária "significativamente contracionista" por período "bastante prolongado".

Não há referência à extensão desse período. Segundo o comunicado, a manutenção dos 15% é "compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". Pelos padrões normais do Copom, esse prazo pode estender-se até o primeiro trimestre de 2027, quando a taxa anual de inflação poderá ter chegado a 3,4%, número citado no terceiro parágrafo da nota.

O governo central poderá facilitar a redução dos juros, a partir de 2026, se contiver suas despesas, trabalhar pelo equilíbrio nos mercados e contribuir para um cenário de preços mais estáveis nos próximos anos, mesmo com as pressões de um período eleitoral e as incertezas de um quadro internacional muito tenso.

Estadão
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