Josué Gomes não marca assembleia pedida por sindicatos e clima esquenta na Fiesp
De 112 sindicatos filiados, 86 pediram convocação de assembleia com o objetivo de tirar executivo do comando da Fiesp; 'levante' é liderado por Paulo Skaf, ex-presidente da entidade
A crise na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) esquentou, colocando em oposição os grandes e pequenos sindicatos associados à entidade. Depois de 86 entidades pedirem por um assembleia na segunda-feira, 12, na tentativa de tirar do cargo o presidente Josué Gomes, a reunião acabou não sendo convocada pelo presidente da entidade, apurou Estadão. A justificativa para a não convocação, segundo fontes, é formal: o pedido não respeitaria as delimitações do estatuto.
O momento é de grande divisão da Fiesp, conforme fontes consultadas pela reportagem. Um dos problemas levantados é de que uma grande maioria dos sindicatos que fazem parte da entidade - são 112 no total - são de pequeno porte - eles vêm sendo chamado nos bastidores de "sindicatos de gaveta". Um dos movimentos é para que o estatuto da entidade seja revisto após essa crise.
Fiesp marca assembleia para discutir saída de Josué Gomes do cargo
Presidentes de sindicatos patronais, que estão atuando em defesa do atual comando da entidade, iniciaram conversas com alguns dos sindicatos que assinaram a convocação da assembleia. No entanto, segundo uma fonte, Josué "está pela bola sete". O movimento capitaneado por Skaf também já foi definido como "golpe na Fiesp".
Procurada, a Fiesp não comentou.