Japão não precisa de política monetária excessivamente frouxa, diz ministro da Economia
O ministro da Economia do Japão, Minoru Kiuchi, afirmou que o país superou a deflação e não necessita mais de políticas monetárias ultrarrelaxadas ou reflacionistas, como as do antigo Abenomics. Embora decisões sobre juros caibam ao Banco do Japão, as declarações do ministro e da Fazenda reforçam a mudança de postura da gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi, distanciando-se de medidas excessivamente expansionistas, apesar de pedidos anteriores de cautela sobre novas altas nas taxas.
O Japão não está mais passando por deflação e, portanto, não precisa de uma política monetária excessivamente frouxa para buscar uma taxa de inflação mais alta, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Economia, Minoru Kiuchi.
As decisões de política monetária são de competência do Banco do Japão, acrescentou Kiuchi, recusando-se a comentar se o governo se opõe a novos aumentos da taxa de juros pelo banco central.
"O Japão saiu de uma era em que precisava do tipo de políticas reflacionistas adotadas no âmbito do Abenomics", disse Kiuchi em uma coletiva de imprensa de rotina, acrescentando que as políticas da primeira-ministra Sanae Takaichi são diferentes do enorme pacote de estímulo introduzido pelo ex-primeiro-ministro Shinzo Abe em 2013.
"O que quero dizer é que o Japão não está mais em um período deflacionário e, portanto, não precisa de uma política excessivamente frouxa que busque a inflação", afirmou Kiuchi.
Kiuchi fez essas declarações em resposta a perguntas de repórteres sobre um resumo das opiniões da reunião de política monetária do Banco do Japão realizada em setembro, que revelou que um representante do governo pediu cautela em relação a novos aumentos na taxa de juros.
As declarações reforçam os comentários do governo que rejeitam a visão de que estaria adotando políticas reflacionistas para impulsionar a demanda por meio de medidas fiscais e monetárias expansionistas.
A ministra da Fazenda, Satsuki Katayama, disse na terça-feira que deixou claro ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na semana passada, que a primeira-ministra não é reflacionista.
Kiuchi é amplamente considerado um reflacionista devido à sua cautela no passado em relação aos aumentos da taxa de juros e à sua associação com um grupo de parlamentares que defendia gastos expansionistas.
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