Itaú Unibanco tem lucro de R$12,4 bi no 2º tri, com ROE de 24,3% e inadimplência estável
O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$12,4 bilhões no segundo trimestre, alta de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com balanço publicado pelo banco nesta terça-feira.
Na comparação com o primeiro trimestre, o lucro teve acréscimo de 1%. Estimativas de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro líquido de R$12,5 bilhões.
O banco reiterou praticamente todas as suas projeções para o ano, incluindo aumento de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito e custo de crédito de R$38,5 bilhões e R$43,5 bilhões. Mudou apenas a estimativa para a receita de prestação de serviços e resultado de seguros, prevendo agora expansão entre 2% e 5%. Anteriormente, calculava um crescimento entre 5% e 9%.
No segundo trimestre, as receitas de prestação de serviços cresceram 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$11 bilhões. Na mesma base de comparação, as receitas com operações de seguros aumentaram 8,4%, para quase R$3,5 bilhões.
O banco disse em comunicado à imprensa que o ajuste na expectativa de crescimento no ano está relacionado, "principalmente, à maior volatilidade no mercado de capitais do que a projetada no início do ano".
INADIMPLÊNCIA ESTÁVEL, CUSTO DE CRÉDITO MAIOR
A carteira de crédito do Itaú somava R$1,5 trilhão ao final de junho, alta de 9,6% na base anual e de 2,7% na comparação trimestral. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9% pelo sexto trimestre consecutivo.
O banco reportou um custo de crédito de R$10,1 bilhões, crescimento de 7,4% ano a ano e de 1,9% em relação aos três meses anteriores.
O balanço também mostrou que a carteira de empréstimos no chamado estágio 3 -- aplicável aos ativos com problemas de recuperação de crédito -- representava no segundo trimestre 4,1% sobre a carteira total, de 4,3% um ano antes e 4% no trimestre anterior.
O saldo das operações de crédito que passaram a ser inadimplentes acima de 90 dias (NPL Creation) no segundo trimestre somou quase R$10,7 bilhões, de R$9,7 bilhões no primeiro trimestre, o que o Itaú atribuiu principalmente ao crescimento dos Negócios de Varejo, "impactado pela normalização do fim das carências dos programas governamentais e pela migração natural de parte do crescimento do atraso curto, que ocorre sazonalmente no primeiro trimestre".
A carteira de crédito pessoa física cresceu 7,8% ano a ano e 1,6% no trimestre, enquanto o portfólio de micro, pequenas e médias empresas registrou expansão de 11,6% e 1,5%, respectivamente, e o de grandes companhias apurou elevação de 10,1% e 4,4%.
O Itaú detalhou impactos do programa Desenrola na carteira de pessoas físicas, citando que aproximadamente R$1,1 bilhão foi renegociado, entre carteira ativa e créditos que já haviam sido baixados para prejuízo.
"Após a renegociação e descontos concedidos, o saldo da carteira desse programa ficou em R$275 milhões, sendo que mais de 300 mil clientes aderiram ao programa, com impacto imaterial tanto nos indicadores de qualidade de crédito quanto no custo do crédito."
ROE
A margem financeira totalizou quase R$33,5 bilhões, acréscimo de 5,2% ano a ano, com expansão de 5,1% na margem com clientes, para cerca de R$32,6 bilhões. A margem financeira com mercado somou R$931 milhões, alta de 8,6%.
O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado do Itaú ficou em 24,3% nos três meses encerrados em junho, de 23,3% um ano antes e de 24,8% no primeiro trimestre de 2026. Projeções compiladas pela LSEG apontavam 24,14%.
O balanço mostrou que o Itaú reduziu o número de agências e postos de atendimento, para 2.210 unidades no final do primeiro semestre, de 2.738 unidades um ano antes e 2.367 unidades no encerramento de março.
O Itaú encerrou o segundo trimestre do ano com índice de capital principal de 12,3%, ante 13,1% um ano antes e 12% no final de março. O índice de eficiência do banco estava em 37,4%, de 38% no mesmo período de 2025 e 37,1% no primeiro trimestre de 2026.
No final de junho, a instituição financeira tinha mais de R$3,2 trilhões em ativos, de quase R$2,9 trilhões um ano antes.
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