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IPCA-15: prévia da inflação de novembro fica em 0,20%, com alta em hospedagens e pacotes turísticos

Com o resultado anunciado nesta quarta-feira, 26, pelo IBGE, índice registrou um crescimento de 4,50% em 12 meses

26 nov 2025 - 09h17
(atualizado às 16h45)
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RIO - A prévia da inflação oficial no País acelerou de uma elevação de 0,18% em outubro para uma alta de 0,20% em novembro. Apesar do avanço, a taxa foi a mais branda para o mês desde 2019, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 26.

O resultado fez a inflação acumulada em 12 meses arrefecer pelo segundo mês consecutivo, passando de 4,94% em outubro para 4,50% em novembro, descendo assim de volta ao intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central pela primeira vez desde janeiro. A meta de inflação é de 3,00%, com teto de tolerância de 4,5%.

"Esperamos que a inflação desacelere para +4,4% até o final de 2025, uma desaceleração gradual que reflete uma safra que surpreendeu positivamente neste ano, um câmbio contido e um mercado de trabalho aquecido. Para 2026, projetamos uma inflação de +4,1%", previu Francisco Luis Lima Filho, economista sênior do banco ABC Brasil, em relatório.

IPCA-15 subiu 0,20% em novembro, segundo o IBGE
IPCA-15 subiu 0,20% em novembro, segundo o IBGE
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

O resultado da prévia de novembro veio qualitativamente "muito bom", mantendo a trajetória de desinflação nos preços livres, incluindo serviços, avaliou Carlos Lopes, economista do banco BV. Segundo ele, o cenário pode dar espaço para que o Comitê de Política Monetária do Banco Central possa pensar em início de queda da taxa básica de juros, a Selic, no primeiro mês de 2026.

"Ajuda a manter janeiro como uma possibilidade, embora não altere a nossa avaliação de que março será um momento mais apropriado", disse Lopes.

A despeito da aceleração do IPCA-15 entre outubro e novembro, a inflação segue com comportamento benigno, corroborou o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa. A corretora elevou a projeção para o IPCA fechado de novembro, de 0,18% para 0,20%, após a divulgação do IPCA-15 deste mês.

No entanto, o desempenho da prévia não altera a tendência de desinflação e reforça a expectativa de que o IPCA terminará o ano no teto da meta. "A projeção para o IPCA de 2025 foi mantida em 4,5%", acrescentou Costa, em relatório.

Em novembro, o IPCA-15 trouxe pressão de serviços ligados ao turismo, como passagem aérea, hospedagem e pacote turístico. Os três subitens foram responsáveis por 65% de toda a inflação de novembro.

No mês de realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP-30, a cidade-sede Belém, no Pará, registrou a maior inflação entre as 11 áreas pesquisadas no IPCA-15. Os preços subiram 0,67% na região, avanço impulsionado pelos aumentos de 155,24% na hospedagem e de 25,32% nas passagens aéreas.

Na média nacional, a hospedagem subiu 4,18%, e o pacote turístico, 3,90%. As passagens aéreas avançaram 11,87%, maior impacto individual na inflação do mês, 0,08 ponto porcentual.

Já os combustíveis tiveram queda de 0,46%, devido a reduções na gasolina (-0,48%), etanol (-0,54%) e óleo diesel (-0,07%), apesar da alta no gás veicular (0,20%).

O gasto das famílias com alimentação e bebidas subiu 0,09% em novembro, interrompendo uma sequência de cinco meses consecutivos de quedas. A alimentação para consumo em casa diminuiu 0,15%. Ficaram mais baratos o leite longa-vida (-3,29%), arroz (-3,10%) e frutas (-1,60%). Por outro lado, houve altas na batata inglesa (11,47%), óleo de soja (4,29%) e carnes (0,68%).

Já a alimentação fora de casa aumentou 0,68%: a refeição subiu 0,56%, e o lanche avançou 0,97%.

Estadão
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