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Ao menos 21 Estados devem aderir à proposta do governo sobre o diesel; veja quais e como fica

Medida provisória vai estabelecer espécie de auxílio financeiro por litro de óleo diesel importado; SP deve aderir

1 abr 2026 - 14h38
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Pelo menos 21 Estados devem aderir à proposta do governo federal de subvenção - espécie de auxílio financeiro concedido pelo poder público - ao diesel importado, para tentar controlar a alta dos preços dos combustíveis em meio à elevação do valor do petróleo e à guerra no Oriente Médio.

A medida estabelece a subvenção de R$ 1,20 por litro de óleo diesel importado. Pelo mecanismo proposto pelo Ministério da Fazenda, a União vai arcar com metade desse benefício - ou seja, R$ 0,60. Os Estados arcarão com a outra metade - os outros R$ 0,60. Ela deve ser publicada ainda nesta semana.

Em nota conjunta, o Ministério da Fazenda e o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita e Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) afirmaram que 80% dos Estados já sinalizaram que devem aderir à medida. No entanto, as pastas não informaram quais unidades federativas aderiram.

Estados analisam adesão de proposta do governo federal de subvenção ao diesel.
Estados analisam adesão de proposta do governo federal de subvenção ao diesel.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Um levantando realizado pelo Estadão junto aos Estados identificou 21 deles. Entre os que devem aderir à proposta estão todos os Estados do Sul e do Nordeste.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou na terça-feira, 30, que a proposta é "razoável" e que deve aderir à medida, embora o tema ainda esteja em discussão.

"Eles estruturaram uma outra forma de compensação: um abatimento nessa parcela do Fundo de Participação dos Estados, em que o Estado entraria com metade do custo dentro da lógica da subvenção", disse Tarcísio.

"Essa ideia nos parece razoável, e a gente precisa ver como ela vai ser costurada, como vai ser estruturada. Mas, em princípio, a ideia do Estado de São Paulo é fazer adesão."

Veja quais Estados se manifestaram a favor da medida:

  1. Acre (AC);
  2. Alagoas (AL);
  3. Amazonas (AM)
  4. Bahia (BA);
  5. Ceará (CE)
  6. Espírito Santo (ES);
  7. Maranhão (MA);
  8. Mato Grosso (MT);
  9. Mato Grosso do Sul (MS);
  10. Minas Gerais (MG);
  11. Paraíba (PB)
  12. Paraná (PR);
  13. Pernambuco (PE);
  14. Piauí (PI);
  15. Rio Grande do Norte (RN);
  16. Rio Grande do Sul (RS);
  17. Roraima (RR)
  18. Santa Catarina (SC);
  19. São Paulo (SP);
  20. Sergipe (SE);
  21. Tocantins (TO).

Procurados, Amapá, Distrito Federal, Goiás e Pará não retornaram às tentativas de contato do Estadão. O espaço segue aberto.

O Rio de Janeiro está entre os Estados que não confirmaram a adesão. A Secretaria de Fazenda do Estado afirmou, em nota, que irá aguardar a publicação da MP para analisar.

"As estimativas da Secretaria de Fazenda apontam um impacto mensal aproximado de R$ 30 milhões na arrecadação do Estado, condição que gera preocupação diante do déficit orçamentário de cerca de R$ 19 bilhões previsto para o ano de 2026", disse a pasta.

Rondônia afirmou, em nota, entender que "é muito duvidoso que esta ação se reflita na redução do preço do diesel na bomba".

Medidas para tentar abaixar o preço do diesel

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio do diesel subiu 20,4% desde o início da guerra no Oriente Médio, passando de R$ 6,03 na semana encerrada em 28 de fevereiro para R$ 7,26 na semana encerrada em 21 de março.

Os aumentos ocorrem em meio à alta do preço do barril de petróleo, que chegou a superar os US$ 100, com picos próximos de US$ 120, desde o início do conflito.

O governo federal tem adotado medidas nas últimas semanas para tentar conter a alta no preço dos combustíveis, incluindo a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

A mais recente é a proposta de subvenção em parceria com os Estados. A proposta é que ela seja válida por dois meses, entre abril e maio.

Na nota da Fazenda e do Comsefaz, é colocado que a subvenção é uma medida de caráter excepcional e temporário, que busca assegurar a previsibilidade e a estabilidade no abastecimento de combustíveis no País, atenuando os efeitos críticos mundiais que derivam do conflito no Oriente Médio.

"Em um momento em que a sociedade brasileira é surpreendida por este desequilíbrio internacional, esta iniciativa traduz a preocupação do governo federal e dos governadores dos Estados em proteger a população, empreendendo um esforço federativo conjunto para mitigar os efeitos de uma crise energética que atinge todo o mundo", finaliza a nota.

Estadão
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