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Inverno cripto e efeito dominó: entenda a queda do Bitcoin e saiba o que fazer

Moeda despencou abaixo dos US$ 65.000 na quinta-feira, 5, renovando menor nível em 15 meses

7 fev 2026 - 04h58
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Resumo
Bitcoin enfrenta queda acentuada devido ao "inverno cripto", redução de liquidez pelo FED e fatores macroeconômicos, com especialistas recomendando cautela e visão de longo prazo para investimentos.
FILE PHOTO: Representations of cryptocurrency bitcoin are seen in this illustration picture created in Paris, France, March 9, 2024. REUTERS/Benoit Tessier/Illustration/File Photo
FILE PHOTO: Representations of cryptocurrency bitcoin are seen in this illustration picture created in Paris, France, March 9, 2024. REUTERS/Benoit Tessier/Illustration/File Photo
Foto: Reuters

O bitcoin (BTC) despencou abaixo dos US$ 65.000 na quinta-feira, 5, renovando menor nível em 15 meses. A queda ocorreu após meses de alta, que levaram a criptomoeda a atingir um recorde histórico de US$ 122 mil em outubro de 2024. Este ano, a moeda já desabou 24%. Especialistas consultados pelo Terra apontam que o movimento atual é resultado de uma combinação de fatores.

Segundo o economista Alexandre Bertoncello, o bitcoin entrou em um bear market típico do ciclo cripto, conhecido como “inverno cripto”. Esse movimento foi intensificado pela redução de liquidez promovida pelo Federal Reserve (Fed), que diminuiu o crédito interbancário e forçou bancos e investidores a reduzir alavancagem e vender ativos de risco.

“Depois da última reunião na quarta-feira, eles diminuíram a quantidade de créditos interbancários fazendo com que bancos e investidores tenham que sair da sua alavancagem habitual, vender ativos e por esse motivo o preço está caindo. Não só do Bitcoin, mas de vários ativos de renda variável”, explicou Bertoncello.

Reação em cadeia

A analista de criptoativos da Bitybank, Sarah Uska, atribui a queda a um cenário macroeconômico adverso, marcado pela expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e fortes saídas de ETFs de Bitcoin à vista, que ultrapassaram US$ 1,5 bilhão em poucos dias. Esse movimento gerou liquidações automáticas em corretoras, criando um efeito em cadeia e intensificando o pânico no mercado.

“Com isso, o mercado fica com mais medo ainda e essas quedas muito rápidas, elas acarretam em liquidação de posições nas exchanges. Então posições ali que estavam marcadas para serem vendidas quando o Bitcoin chegasse a certo valor, começam a ser vendidas, o que gera uma reação em cadeia e o preço vai caindo cada vez mais”, ressalta Sarah Uska.

O que fazer agora?

Sobre o momento de compra, ambos defendem cautela. Bertoncello afirma que quem ainda não conhece o Bitcoin deve priorizar o estudo e compreensão dos riscos, já que o fundo do movimento ainda é incerto. Sarah reforça que o ativo é de altíssimo risco e só deve ser comprado com recursos que não comprometam o orçamento pessoal e que não precisem ser resgatados no curto prazo.

“Se nós seguimos a regra que a gente nunca investe naquilo que a gente não conhece, para quem ainda não tem BTC é porque não conhece BTC. Então é hora de estudar o processo, saber os riscos e aí sim, se acreditar no projeto de criptomoeda, adquirir”, orienta Bertoncello.

“Se você tem um dinheiro sobrando que não precisa ser liquidado a curto prazo, aí sim é recomendada a compra de Bitcoin. E a compra ideal é nos momentos de baixa”, acrescenta Sarah Uska.

Para Bertoncello, isso pode refletir tanto visão estratégica quanto interesses de curto prazo. “A gente não pode ser ingênuo. Se existe alguém recomendando compra, é porque provavelmente ele precisa ter alguém comprando pra ele sair da posição de baixa”.

Para Sarah, trata-se de uma aposta clara no longo prazo, baseada na escassez do ativo e no crescimento gradual da adoção global. Segundo ela, essa queda significa uma correção momentânea, que em um cenário macro vai se dissolver. 

“Não conseguimos afirmar com certeza se vai ser a curto ou médio prazo, mas com certeza, a longo prazo, ela vai, porque o Bitcoin é uma moeda escassa e o interesse nele vem aumentando cada vez mais. Quando a gente tem uma moeda que é escassa e o interesse aumenta, ela vira deflacionária e o seu valor cresce. Os grandes investidores já enxergaram isso”, pondera.

Em comum, os dois especialistas concordam: o Bitcoin continua sensível ao cenário macro, altamente volátil e inadequado para investidores sem tolerância a risco ou horizonte de longo prazo.

Fonte: Portal Terra
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