Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Inflação em 2022 será de 6,5% ou um pouco mais baixa, não estamos celebrando, diz Campos Neto

23 ago 2022 - 12h36
(atualizado às 13h09)
Compartilhar
Exibir comentários

A inflação de 2022 no Brasil será de aproximadamente 6,5% ou talvez um pouco menor, disse nesta terça-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltando não estar celebrando esse possível resultado.

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília
22/05/2022
REUTERS/Adriano Machado
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 22/05/2022 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Em seminário sobre investimentos no Chile, Campos Neto afirmou que, após a deflação observada em julho com medidas adotadas pelo governo, é possível que o país tenha um total de dois ou três meses seguidos com índices de preços negativos.

O boletim Focus divulgado na segunda-feira pelo BC mostrou que o mercado reduziu sua projeção para o IPCA deste ano para 6,82%. A estimativa mais recente do Banco Central, divulgada no início de agosto, apontava para uma alta de 6,8%.

O presidente do BC explicou que o governo adotou ao mesmo tempo um conjunto de medidas com reflexo sobre a inflação, o que impactou os índices de preços. Nos últimos meses, o Executivo anunciou cortes de tributos sobre combustíveis, reduções de tarifas de importação e baixas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Em julho, o país teve uma deflação de 0,68% medida pelo IPCA, primeira variação negativa do índice desde meados de 2020.

Campos Neto voltou a afirmar nesta terça que o BC iniciou cedo a atuação no combate à inflação, ressaltando que o mercado entende que a maior parte do trabalho de política monetária no Brasil está concluído.

Ele afirmou que ainda é preciso aguardar para ter certo nível de certeza de que a inflação está atingindo ponto de inflexão.

Em sua reunião de agosto, o Comitê de Política Monetária subiu a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 13,75% ao ano, e indicou que pode ter encerrado ou está perto de finalizar o ciclo de aperto.

Na apresentação, Campos Neto destacou ser importante reforçar a mensagem de que "estamos aqui para atingir nossas metas", embora as condições financeiras globais sejam voláteis.

Para o presidente do BC, o processo de convergência da inflação global às metas não é linear e não seria só uma reversão de preços de energia. "Precisamos estar preparados para isso", disse.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade