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Inadimplência da população rural do Brasil cresceu para 8,8% no 1º tri, indica Serasa

15 jul 2026 - 07h50
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A inadimplência no ‌setor rural atingiu 8,8% no primeiro trimestre, alta de 1,2 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado, mantendo uma tendência de aumento nos últimos períodos, enquanto produtores lidam com crédito mais restrito ⁠e custos elevados, apontou a Serasa Experian nesta quarta-feira.

Na ‌comparação trimestral, a datatech registrou aumento de 0,6 ponto percentual na inadimplência da população rural com dívidas ‌vencidas há mais de 180 dias, ‌contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio.

O ⁠percentual de inadimplência é calculado sobre 10,7 milhões de pessoas físicas mapeadas na população rural.

Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o avanço do indicador mostra que os produtores rurais ainda enfrentam desafios para ‌recompor sua capacidade financeira.

"Mesmo com uma perspectiva mais favorável ‌para alguns segmentos ⁠do agronegócio, ⁠os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços ⁠e restrição ao crédito, ‌seguem impactando o fluxo ‌de caixa e a capacidade de pagamento no setor", afirmou ele.

A Serasa identificou que os produtores rurais sem informação de registro rural -- possíveis arrendatários ou ⁠participantes de grupos familiares/econômicos -- registraram o maior nível de inadimplência, de 11%.

Essa categoria é seguida pelos grandes proprietários rurais, com inadimplência de 9,9%, os médios (8,6%) e os pequenos (8,3%).

Na análise regional, ‌o Norte registrou a maior taxa de inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas no primeiro trimestre de ⁠2026, com 13,2%.

Na sequência aparecem o Nordeste (10,2%) e o Centro-Oeste (10,1%), principal região produtora de grãos do país. Já o Sudeste e o Sul apresentaram os menores índices do país, com 7,3% e 6,2%, respectivamente.

Por Estado, o Rio Grande do Sul possui a menor taxa de inadimplência da população rural (5,8%).

Mato Grosso, maior produtor agrícola do país, marcou 11,3%, mas segue distante dos Estados do Norte, onde o indicador superou 20% no Amapá, segundo relatório da Serasa, que não detalhou as razões.

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