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IGP-M desacelera alta em outubro para 1,47% e fica abaixo das expectativas, diz FGV

29 out 2026 - 08h52
(atualizado às 09h32)
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Resumo
O IGP-M desacelerou para 1,47% em outubro, acumulando alta de 5,24% em 12 meses e ficando abaixo das expectativas do mercado. O resultado foi puxado pelo recuo na alta de produtos agropecuários no atacado (IPA) e pelo alívio nas tarifas de energia elétrica no varejo (IPC). Apesar disso, o setor de construção (INCC) acelerou para 0,35%, e os alimentos in natura, pressionados por adversidades climáticas, registraram forte alta ao consumidor, mantendo o alerta para os próximos meses.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em outubro, recuando da alta de 1,57% registrada em setembro, em meio a uma desaceleração da alta de produtos agropecuários, disse a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira.

Com o resultado, ⁠o índice passou a acumular alta de 5,24% em 12 ‌meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma elevação de 1,59% em outubro.

O Índice de Preços ao ‌Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% ‌do índice geral e apura a variação dos preços ⁠no atacado, teve alta de 1,93% em outubro, abaixo da aceleração de 2,08% observada em setembro.

"A menor variação do IPA decorreu da desaceleração dos produtos agropecuários, que avançaram 1,29%, ante 3,07% em setembro. Os principais responsáveis por esse movimento foram ‌os preços do milho, da soja, do tomate e da ‌batata-inglesa", disse Matheus Dias, ⁠economista do ⁠FGV IBRE.

Na mesma linha, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso ⁠de 30% no índice geral, ‌também desacelerou, aumentando 0,45% ‌em outubro, contra uma elevação de 0,50% em setembro, influenciado principalmente pela queda expressiva das tarifas de energia elétrica residencial.

"No entanto, o principal sinal de atenção vem dos ⁠preços dos alimentos in natura, especialmente do grupo Hortaliças e Legumes, que, diferentemente dos preços ao produtor, aceleraram na passagem mensal, registrando alta de 10,6%. Entre os fatores que explicam esse movimento estão ‌condições climáticas mais adversas do que o padrão sazonal histórico, que intensificaram as restrições de oferta em alguns produtos, como ⁠o tomate. Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção da volatilidade desses preços. Além disso, os efeitos do El Niño aumentam a probabilidade de novas pressões sobre o grupo Gêneros Alimentícios, que deverá continuar apresentando elevações expressivas", disse Dias.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta em outubro, para uma elevação de 0,35%, contra 0,25% em setembro.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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