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Índia diz que acordo comercial com EUA não prejudicará seus agricultores

29 out 2026 - 09h51
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Resumo
A Índia garantiu que o iminente acordo comercial com os EUA não prejudicará os interesses de seus agricultores, segundo o ministro do Comércio, Piyush Goyal. A declaração busca conter a forte oposição de sindicatos rurais, como a coalizão Samyukt Kisan Morcha, que temem que o corte de tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos subsidiados derrube os preços internos e reduza a renda local. Apesar dos protestos convocados para novembro, o governo afirma que o país sairá em vantagem.

A ‌Índia não comprometerá os interesses de seus agricultores ou partes interessadas em um acordo comercial com os EUA e terá uma forte vantagem assim que o acordo for selado, afirmou nesta quinta-feira o ⁠ministro do Comércio indiano, Piyush Goyal.

Nova Délhi está prestes ‌a finalizar a primeira fase de um acordo comercial com Washington, enquanto ambas as partes tentam ‌superar obstáculos, o que tem ‌gerado críticas de alguns agricultores indianos que ⁠temem que o acordo seja apressado e ofereça acesso ao mercado para muitos produtos agrícolas norte-americanos.

"Tenho a coragem de convicção para anunciar com ousadia que, assim que os detalhes do acordo comercial com os ‌EUA forem divulgados, o povo da Índia comemorará ‌o fato de ⁠que nenhum ⁠interesse sensível de nossos agricultores ou de qualquer parte interessada foi ⁠comprometido", disse Goyal ‌em um evento em ‌Nova Délhi.

No início deste mês, a Samyukt Kisan Morcha (SKM), uma coalizão de mais de 100 grupos de agricultores, afirmou que o acordo colocava "os ⁠agricultores à venda", pois eliminava as altas tarifas da Índia sobre produtos agrícolas como milho, amêndoas, nozes, maçãs e óleo de soja, entre outros.

Os dois países divulgaram a ‌estrutura do acordo em fevereiro, o que reduziu as tarifas punitivas do presidente Donald Trump sobre a ⁠maioria dos produtos indianos, embora ainda não tenham assinado o pacto.

Desde então, os grupos agrícolas têm instado repetidamente o governo a divulgar mais detalhes do acordo, temendo que ele permita a importação de produtos agrícolas norte-americanos subsidiados, o que poderia pressionar os preços internos e prejudicar a renda da população rural.

O sindicato dos agricultores organizará novas manifestações em novembro para protestar contra o acordo e exigir sua revogação, de acordo com o comunicado da SKM.

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