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Ibovespa tem oscilações modestas com pressão negativa de Vale e Itaú, mas contrapeso de Petrobras

27 abr 2026 - 10h25
(atualizado às 12h17)
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O Ibovespa tinha oscilações modestas nesta segunda-feira, tendo ‌trocado de sinal mais de uma vez, em meio a um movimento divergente das blue chips, com Vale e Itaú Unibanco pesando negativamente, enquanto Petrobras era um contrapeso positivo.

Por volta de 12h, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,32%, a 190.138,48 pontos. Na máxima até o momento, chegou a 191.339,93 pontos. Na mínima, a 190.103,15 pontos. O volume financeiro somava R$6,75 bilhões.

Em meio à estagnação nas ⁠negociações entre Estados Unidos e Irã, e com o Estreito de Ormuz ainda praticamente fechado, o barril do ‌petróleo sob o contrato Brent subia 2,92%, a US$108,41.

Fontes paquistanesas afirmaram que o trabalho para conectar os EUA e o Irã continuava, enquanto Teerã apresentou uma proposta para primeiro acabar com a guerra ‌e resolver o impasse sobre o transporte marítimo no Golfo Pérsico, ‌deixando para depois discussões sobre seu programa nuclear.

O presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou, no ⁠sábado, a visita de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, a capital paquistanesa. "Se quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar", disse Trump ao programa "The Sunday Briefing", da Fox News.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, cedia 0,15%.

Análise gráfica semanal do Ibovespa produzida pela equipe do BB Investimentos pontuou que, durante as duas últimas semanas, o Ibovespa apresentou ‌queda em seis dos nove pregões do período, chegando a testar, na sexta-feira, o suporte nos 190 mil ‌pontos.

"Caso se sustente acima desse nível, ⁠o Ibovespa retoma a ⁠jornada com objetivos em 192,6 mil, 194 mil e 198,7 mil pontos. Caso perca o suporte, o caminho para 180 ⁠mil pontos tem menos barreiras, o que demonstra a ‌assimetria negativa de retornos", afirmaram os ‌analistas em nota a clientes.

DESTAQUES

• VALE ON recuava 0,87%, tendo como pano de fundo a estabilidade dos futuros do minério de ferro na China, com o movimento de reposição de estoques antes do feriado entre as siderúrgicas da China compensando embarques maiores vindos da Austrália e as margens ⁠fracas do aço.

• ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,79%, em dia de noticiário intenso para o setor, incluindo dados de crédito no país em março e proposta de medidas envolvendo o empréstimo consignado. Os CEOs dos maiores bancos privados do país também se reúnem com o ministro da Fazenda em São Paulo nesta segunda-feira. SANTANDER BRASIL UNIT era exceção entre os ‌bancos do Ibovespa com alta de 0,61%. O banco reporta seu balanço na quarta-feira, antes da abertura do mercado.

• PETROBRAS PN avançava 1,06% e PETROBRAS ON subia 1,15%, em meio à alta dos ⁠preços do petróleo no exterior, com BRAVA ENERGIA ON e PRIO ON também com sinal positivo. PETRORECONCAVO ON era exceção com declínio de 3,34%.

• USIMINAS PNA subia 4,73%, com analistas do UBS BB reiterando recomendação de compra para os papéis e elevando o preço-alvo de R$9 para R$10, ainda analisando o resultado do primeiro trimestre e declarações de executivos da siderúrgica de sexta-feira.

• ASSAÍ ON valorizava-se 1,8% antes da divulgação do balanço do primeiro trimestre após o fechamento do mercado. Analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ações do grupo para neutra ante "underweight", bem como o preço-alvo de R$9,50 para R$11.

• CYRELA ON caía 5,53%, com ações de construtoras como um todo na ponta negativa. O índice do setor imobiliário perdia 2,78%.

• MOTIVA ON recuava 2,37%, tendo também no radar a intenção do Grupo Mover de vender a totalidade das ações que detém da companhia, representativas de 14,86% do capital social, após oferta vinculante recebida do Bradesco BBI.

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