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Ibovespa tem dia volátil com Oriente Médio no radar; Copasa sobe

28 mai 2026 - 10h09
(atualizado às 12h03)
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O Ibovespa tinha uma sessão volátil ‌nesta quinta-feira, com noticiário sobre o Oriente Médio ora favorecendo alta, ora endossando queda, enquanto a agenda corporativa destaca a oferta de ações modificada da Copasa.

Por volta de 11h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,3%, a 176.270,83 pontos, após subir a 176.627,32 pontos na máxima mais cedo. Na mínima até o momento, registrou 174.686,40 pontos.

O barril de petróleo sob o contrato Brent avançava 0,52%, a ⁠US$94,78, distante da máxima do dia. Na mínima, trabalhou com sinal negativo.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ‌ter atacado uma base aérea dos EUA depois que os norte-americanos atacaram o que Washington descreveu como uma operação de drones iranianos perto do Estreito de Ormuz, alimentando preocupações sobre as negociações que ‌visam transformar o tênue cessar-fogo que entrou em vigor no início ‌de abril em um acordo para acabar com a guerra de três meses e reabrir ⁠a rota marítima.

O site Axios, por sua vez, noticiou que EUA e Irã chegaram a um acordo sobre um memorando de entendimento de 60 dias para estender o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, que o presidente Donald Trump precisa aprovar.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,29%, com investidores também analisando uma bateria de dados econômicos, incluindo ‌o indicador de inflação preferido do Federal Reserve.

No Brasil, a pauta macroeconômica também ocupava as atenções. Dados do ‌mercado de trabalho mostraram que ⁠a taxa de desemprego no ⁠Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril. Já o índice de preços ao produtor teve em abril a ⁠maior alta em quatro anos.

DESTAQUES

• RD SAÚDE ON avançava 3,84%, ‌em meio a notícias de aumento ‌de casos de gripe no país na comparação ano a ano, o que tende a beneficiar o varejo farmacêutico, em especial as vendas de medicamentos que não precisam de receita médica (OTC). A recente aprovação pela Anvisa da primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico para ⁠comercialização no Brasil, do laboratório EMS, também foi vista positivamente para o setor.

• MINERVA ON subia 3,6%, tendo no radar reportagem do jornal O Globo citando fontes de que a companhia voltou a avaliar internamente o fechamento de seu capital na bolsa.

• COPASA ON valorizava-se 3,15%, após divulgar mudanças na sua oferta secundária de ações, incluindo um preço ‌mínimo de R$47,23. A previsão para a fixação do preço agora é 11 de junho. A quantidade de ações adicionais também mudou, de 19.135.730 para 19.035.730 papéis. A oferta base permaneceu em 171.113.881 ações. ⁠Na véspera, quando a empresa anunciou que faria mudanças, mas não detalhou quais, a ação fechou em queda de 4,71%.

• BRASKEM PNA recuava 3%, engatando o terceiro pregão consecutivo de queda. Analistas do Citi destacaram em relatório recente que, após fortes altas em março e abril, impulsionadas por tensões geopolíticas no Oriente Médio e consequentes interrupções nas cadeias de suprimento, maio tem registrado uma mudança nos mercados petroquímicos. O foco agora se volta para a fraqueza do lado da demanda, após fatores ligados à oferta sustentarem preços mais elevados anteriormente.

• PETROBRAS PN recuava 0,7%, em sessão volátil dos preços do petróleo no exterior.

• ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,35%, em dia misto no setor, marcado pela divulgação de dados de crédito no país. BANCO DO BRASIL ON perdia 0,62%, mas BRADESCO PN subia 0,28% e SANTANDER BRASIL UNIT avançava 0,4%.

• VALE ON subia 0,2%, tendo como pano de fundo a oscilação modesta dos futuros do minério de ferro na China.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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