Ibovespa renova recorde com apoio de Petrobras; Oriente Médio segue no foco
O Ibovespa renovou máxima nesta quinta-feira, ultrapassando os 194 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado principalmente pelas ações da Petrobras, conforme os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional dada a situação ainda tensa no Oriente Médio.
Por volta de 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,16%, a 194.421,14 pontos. Na máxima até o momento, registrou 194.600,23 pontos, novo recorde intradia. O volume financeiro somava R$4,7 bilhões.
De acordo com a equipe da Genial Investimentos, o otimismo com o cessar-fogo entre EUA e Irã se desfaz diante de novas acusações de violação da trégua e disrupções persistentes no Estreito de Ormuz. "O rali de alívio que tomou conta dos mercados na véspera perdeu fôlego", afirmou a clientes.
No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent avançava 4,06%, a US$98,60, após tombo de mais de 13% na véspera. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, perdia 0,11%.
A bolsa paulista tem apresentado uma certa resiliência desde o começo da guerra no final de fevereiro. Apesar do desempenho negativo do Ibovespa em março, a bolsa ainda registrou entrada líquida de capital externo, que persiste em abril, com saldo positivo de R$1,6 bilhão até o dia 6.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN subia 3,78%, endossada pelo movimento do petróleo no exterior. Também no radar do setor está decisão liminar da Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendendo os efeitos de imposto de exportação de petróleo para Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec. O governo afirmou que recorrerá da decisão. PRIO ON avançava 3,82%, BRAVA ENERGIA ON valorizava-se 2,72% e PETRORECONCAVO ON mostrava alta de 2,4%, tendo ainda como pano de fundo dados de produção de março.
- SABESP ON avançava 2,9%. O diretor financeiro da companhia, Daniel Szlak, disse que a Sabesp deve investir cerca de R$20 bilhões em 2026, um crescimento de 31,6% sobre os R$15,2 bilhões investidos em 2025. A empresa já realizou 33% das metas de 2026 do contrato de universalização de atendimento. E o presidente-executivo, Carlos Piani, disse que a empresa vai procurar antecipar o cumprimento de metas da concessão até antes de 2029.
- AXIA ENERGIA ON valorizava-se 1,89%, em pregão positivo no setor elétrico na B3, com o respectivo índice subindo 1,41%.
- ITAÚ UNIBANCO PN mostrava acréscimo de 0,51% e SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,67%, enquanto BRADESCO PN recuava 0,35% e BANCO DO BRASIL ON cedia 0,12%, em acomodação ao desempenho robusto da véspera.
- VALE ON recuava 0,62%, com os futuros do minério de ferro na China atingindo uma mínima em mais de um mês, pressionados pelo aumento da oferta e pelas dúvidas sobre as perspectivas de demanda chinesa. O contrato mais negociado na bolsa de Dalian encerrou as negociações diurnas com queda de 2,53%, a 750 iuanes (US$109,78) a tonelada métrica, menor cotação desde 4 de março.
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