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Ibovespa reduz fôlego com pressão de Petrobras após superar 189 mil pontos

1 abr 2026 - 10h20
(atualizado às 11h40)
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O Ibovespa chegou a superar os 189 ‌mil pontos nesta quarta-feira, em meio a expectativas de um desfecho para a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, mas o movimento positivo perdeu fôlego, pressionado pelo forte recuo de Petrobras.

Por volta de 11h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, tinha variação negativa de 0,02%, a 187.419,24 pontos, após marcar 189.101,60 pontos na máxima mais cedo. O volume financeiro somava R$9 bilhões.

Abril começou com ⁠as atenções ainda voltadas ao conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques dos EUA e de Israel contra ‌o Irã no dia 28 de fevereiro.

Trump afirmou em entrevista à Reuters nesta quarta-feira que os EUA sairão do Irã "muito rapidamente", mas não forneceu um cronograma. Na véspera, disse que o país poderia encerrar ‌sua campanha militar contra o Irã dentro de duas ou ‌três semanas.

Em uma publicação na Truth Social nesta quarta-feira, o presidente norte-americano também afirmou que o ⁠novo líder do Irã acaba de pedir um cessar-fogo aos EUA.

No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent recuava 2,82%, a US$101,04, enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,67%.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa conseguiu superar a resistência em 186.400 pontos e saiu da tendência de baixa no curto prazo.

"Com isso, o índice abre espaço para buscar a ‌resistência mais importante que é a máxima histórica em 192.700 pontos", afirmaram no relatório Diário do Grafista nesta ‌quarta-feira.

"Do lado da baixa, o índice ⁠encontra suportes em 179.800 ⁠e 174.900 pontos. Se perder essa região, o Ibovespa ganhará novo impulso para baixo em direção aos suportes em 171.500, ⁠163.300 e a região da média móvel de 200 ‌períodos em 155.000 pontos."

DESTAQUES

- PETROBRAS PN ‌recuava 3,68%, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior. A estatal confirmou o aumento de 55% nos preços da querosene de aviação, enquanto a presidente da companhia também afirmou que a Petrobras estuda aumentar a meta de produção do diesel no plano de negócios. No ⁠setor, BRAVA ON caía 6,08%, PRIO ON recuava 3,43% e PETRORECONCAVO ON cedia 3,78%.

- EMBRAER ON valorizava-se 4,72%, ensaiando uma melhora após dois meses seguidos de queda, com declínio acumulado de cerca de 13% em março e de quase 5% em fevereiro. Estrategistas do BTG Pactual incluíram a ação da companhia em sua carteira recomendada 10 SIM para abril, destacando ‌que ela está sendo negociada com desconto de 40% de seus pares.

- BTG PACTUAL UNIT subia 2,74%, capitaneando as altas dos bancos do Ibovespa, seguido por BANCO DO BRASIL ON, com acréscimo de 2,17%, SANTANDER ⁠BRASIL UNIT, com ganho de 1,6%, BRADESCO PN, com elevação de 1,41%, e ITAÚ UNIBANCO PN, com valorização de 0,24%. Investidores seguem atentos a possíveis medidas do governo para reduzir o custo do crédito no país.

- VALE ON avançava 0,48%, endossada pelo sinal positivo dos futuros do minério de ferro na Ásia. No setor de mineração e siderurgia, GERDAU PN subia 3,84%, tendo também como pano de fundo relatório de analistas do Itaú BBA, que elevaram a recomendação das ações para "outperform", mantendo o preço-alvo em R$24.

- BRASKEM PNA avançava 2,66%, apoiada por relatório de analistas do Citi, que elevaram a recomendação das ações da petroquímica para "neutra/alto risco", bem como o preço-alvo dos papéis de R$8 para R$10, citando perspectiva de spreads mais altos, que podem trazer um alívio para a geração de caixa e a alavancagem da empresa no curto a médio prazo.

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