Ibovespa recua pressionado por Vale sem tirar eleição do radar
O Ibovespa operava em queda de 0,65% nesta quinta-feira, pressionado pelo recuo das ações da Vale e do setor de mineração e siderurgia, que acompanham a desvalorização do minério de ferro na China. O mercado também reflete a aversão a risco em Wall Street e a cautela com a disputa eleitoral acirrada no Brasil, à espera de nova pesquisa Datafolha. O setor bancário também recuou antes do balanço do Bradesco, enquanto a Petrobras manteve-se estável, mesmo com o petróleo em forte alta no exterior.
O Ibovespa recuava nesta quinta-feira, em mais uma sessão marcada por expectativa para o desfecho da eleição presidencial no domingo, com Vale adicionando pressão negativa na esteira do declínio do minério de ferro no exterior.
Por volta de 10h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,65%, a 205.162,80 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$4,58 bilhões.
Investidores continuam atentos a pesquisas eleitorais, com o foco no dia voltado para levantamento do Datafolha, após o fechamento da bolsa.
"As pesquisas serão importantes para avaliar se a disputa presidencial permanece estável ou se há mudança de tendência na reta final", afirmou o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso.
Até o momento, os levantamentos têm mostrado o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno, mas com empate técnico.
Novas lives de ambos os candidatos previstas para o começo da noite também devem ocupar as atenções.
No exterior, Wall Street tinha uma sessão negativa, marcada pela alta dos preços do petróleo e recepção negativa aos resultados trimestrais de Tesla e Meta.
DESTAQUES
• VALE ON recuava 2,05%, acompanhando o viés negativo de mineradoras no exterior. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) caiu 1,62%, para 669 iuanes (US$100,23) por tonelada. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON caía 3,33%, USIMINAS PNA perdia 2,86% e GERDAU PN cedia 2,83%.
• PETROBRAS PN mostrava estabilidade, mesmo com a alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent valorizava-se 3,03%, a US$112,12, em meio a uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. No setor, PRIO ON avançava 0,94% e BRAVA ON registrava elevação de 1,24%, enquanto PETRORECONCAVO ON, que não faz parte do Ibovespa, registrava decréscimo de 1,45%.
• BRADESCO PN cedia 0,73%, tendo no radar a divulgação do balanço do terceiro trimestre após o fechamento do mercado. Estimativas compiladas pela LSEG apontam lucro líquido de R$7,1 bilhões. No setor, BTG PACTUAL UNIT recuava 1,03%, SANTANDER BRASIL UNIT perdia 0,43%, ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,47% e BANCO DO BRASIL ON mostrava declínio de 0,37%.
• MBRF ON caía 2,98%, após duas altas seguidas, com investidores ainda especulando potenciais reflexos da ocorrência de foco da doença de Newcastle em estabelecimento de criação comercial de perus da empresa em Nova Itaberaba, Santa Catarina. Na véspera, a companhia disse que "entende que eventuais impactos decorrentes da ocorrência sobre suas operações, situação econômico-financeira ou resultados, se houver, não serão materiais".
• BRADSAÚDE ON, que não faz parte do Ibovespa, avançava 3,96%, após reportar lucro líquido de R$1,1 bilhão no terceiro trimestre, avanço de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia vinculada ao grupo Bradesco também anunciou que vai distribuir dividendos intercalares de R$1 bilhão, equivalente a R$0,34 por ação em circulação.
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