Ibovespa recua com Vale sem tirar eleição do holofote
O Ibovespa recuou 0,28% nesta terça-feira, aos 182.471 pontos, pressionado pela queda da Vale e pelo tombo de mais de 9% da CSN, afetadas pelo recuo do minério. O mercado repercutiu a pesquisa Atlas/Bloomberg, que aponta disputa presidencial acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, com empate técnico no segundo turno. A Petrobras também caiu com o petróleo em baixa, enquanto os investidores monitoraram dados macroeconômicos e o déficit primário de R$ 13,58 bilhões registrado em agosto.
O Ibovespa tinha uma queda modesta nesta terça-feira, pressionado principalmente por Vale, com nova pesquisa mantendo o cenário acirrado na corrida presidencial no Brasil, que deve ser decidida apenas no segundo turno.
Por volta de 11h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,28%, a 182.471,11 pontos.
De acordo com pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para o primeiro turno com 45,3%, seguido por senador Flávio Bolsonaro (PL), que somou 42,2%.
Em um potencial segundo turno, ambos permanecem em empate técnico, mas com Flávio à frente, com 47,7%, enquanto Lula teria 47,6%.
"A leitura conjunta das pesquisas continua sendo de disputa muito apertada em um eventual segundo turno", disse o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso.
O primeiro turno da eleição está previsto para o próximo domingo e o segundo é aguardado em 25 de outubro.
A agenda macro do dia também incluía dados de inflação, desemprego e crédito no Brasil, além de números mostrando que o governo central registrou um déficit primário de R$13,585 bilhões em agosto.
No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos experimentam uma acomodação, endossada pelo alívio nos preços do petróleo, enquanto o S&P 500 rondava a estabilidade.
DESTAQUES
• VALE ON recuava 1,71%, também enfraquecida pela queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou com declínio de 0,78%. Analistas do UBS BB também cortaram o preço-alvo dos papéis da mineradora de R$85 para R$77, mantendo a recomendação neutra.
• PETROBRAS PN perdia 0,31% e PETROBRAS ON recuava 0,7%, acompanhando o declíno dos preços do petróleo no exterior, onde o barril do Brent caía 1,23%, a US$103,98. A estatal também informou nesta terça-feira ter assinado contrato de longo prazo de compra e venda de gás natural liquefeito (GNL) com a Cheniere Marketing, companhia norte-americana subsidiária da Cheniere Energy.
• ITAÚ PN avançava 0,12%, em dia misto no setor, tendo no radar dados sobre crédito no país. BRADESCO PN recuava 0,23% e SANTANDER BRASIL UNIT cedia 0,77%, enquanto BANCO DO BRASIL ON subia 1,35%. BTG PACTUAL UNIT operava estável, tendo ainda no radar que recebeu autorização regulatória para operar banco no Peru.
• CSN ON desabava 9,18%, após a controlada CSN Mineração cortar a projeção de produção e compras de minérios de terceiros em 2026, bem como reduzir temporariamente as atividades de produção de minério de baixa qualidade da sua usina de beneficiamento a seco do complexo de Pires, em Ouro Preto (MG). CSN MINERAÇÃO ON recuava 3,17%. No setor, USIMINAS PNA caía 2,86% e GERDAU PN cedia 1,75%.
• AZZAS 2154 ON avançava 6,44%, em dia de ajustes após queda de mais de 5% na véspera. Investidores seguem especulando sobre potenciais reflexos da reorganização societária anunciada no começo do mês, bem como de eventual transação que envolva a unidade FARM Rio.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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