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Ibovespa recua com pressão de Vale em dia de volume reduzido

8 jun 2026 - 17h05
(atualizado às 17h41)
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O Ibovespa fechou com uma queda modesta ‌nesta segunda-feira, pressionado principalmente pelas ações da Vale, em pregão sem viés claro e com volume reduzido.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,21%, a 168.668,72 pontos, tendo marcado 168.129,61 na mínima e 169.645,78 na máxima do dia. 

O volume financeiro somou R$20,9 bilhões, ante uma média diária de R$28,2 bilhões no mês e de R$34,7 bilhões no ano. 

O mercado ficou "um pouco lateralizado" nesta segunda-feira, enquanto investidores ⁠aguardam novos catalisadores para determinar um movimento mais relevante, na visão do sócio-fundador da Ciano Investimentos Lucas ‌Sigu.

"Nós estamos esperando alguma informação", afirmou, destacando que o Ibovespa já subiu e já caiu bastante em relação às máximas registradas em abril.

Desde que renovou as máximas históricas em abril, quando alimentou expectativas de ‌alcançar a marca inédita de 200 mil pontos, o Ibovespa já ‌perdeu 15%, em movimento puxado principalmente pelo fluxo negativo de estrangeiros na bolsa paulista.

No exterior, ⁠o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 1,3%, a US$94,25, reduzindo o fôlego em relação ao começo da sessão, quando saltou mais de 5% na esteira da troca de ataques entre Irã e Israel.

O alívio acompanhou declarações de Irã e Israel de que haviam interrompido os ataques um contra o outro, após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em Nova York, o S&P ‌500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 0,3%.

DESTAQUES

• VALE ON caiu 0,8%, alinhada ‌à fraqueza dos futuros do minério ⁠de ferro na China, onde o ⁠contrato mais negociado em Dalian encerrou as negociações diurnas com declínio de 0,78%.

• BRADESCO PN recuou 1,55%, pior desempenho ⁠entre os bancos do Ibovespa. ITAÚ UNIBANCO PN recuou 0,8%, ‌BANCO DO BRASIL ON caiu 0,37%, ‌SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,19% e BTG PACTUAL UNIT terminou com declínio de 0,3%.

• PETROBRAS PN valorizou-se 0,81% e PETROBRAS ON subiu 0,72%, acompanhando o movimento dos preços do petróleo no exterior. No setor, BRAVA ON subiu 1,24%, PRIO ON avançou 2,32% e PETRORECONCAVO ON fechou com acréscimo ⁠de 0,37%.

• WEG ON subiu 3,63%, tendo no radar relatório do HSBC de início de cobertura das ações com recomendação de compra e preço-alvo de R$57 -- um potencial de alta de cerca de 34% em relação ao fechamento da sexta-feira. No ano, pórém, os papéis da WEG ainda somam um declínio de cerca de 9%. Investidores seguem monitorando o noticiário ‌envolvendo tarifas comerciais dos EUA contra o Brasil com potencial efeito negativo para a companhia.

• MRV&CO ON caiu 4,64%. Analistas da XP destacaram em relatório a clientes que a demanda e a atividade seguem ⁠fortes no segmento de baixa renda, mas o mercado de trabalho mais apertado indica pressões de custos à frente. Ainda no segmento de construtoras, CYRELA ON avançou 1,61%, após o conselho de administração da construtora aprovar novo programa de recompra de ações.

• MBRF ON fechou em queda de 1,46%, em pregão negativo no setor. MINERVA ON perdeu 1,09%. O UBS BB cortou o preço-alvo das ações da MBRF para R$19 ante R$22, enquanto reiterou recomendação neutra.

• EMBRAER ON fechou em alta de 1,53%, em meio a declarações de executivos da companhia no fim de semana, incluindo expectativa de que a Índia avance nos próximos meses com uma licitação de aeronaves de transporte militar, na qual o C-390 Millennium, da Embraer, é um dos principais concorrentes.

• RAÍZEN PN, que não faz parte do Ibovespa, subiu 10%, para R$0,44, após obter apoio de credores e detentores de títulos para prosseguir com uma reestruturação extrajudicial que totaliza aproximadamente R$64,7 bilhões.

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