Ibovespa recua com pesquisas eleitorais no foco
O Ibovespa operava em queda nesta quinta-feira diante da cautela com o cenário eleitoral. O mercado repercute o empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula na pesquisa Quaest e aguarda novos dados do Datafolha, o que eleva a volatilidade sobre as perspectivas fiscais. O recuo também acompanha perdas em Wall Street, pressionada pela inflação e juros nos EUA, e a fraqueza de gigantes locais como Petrobras, Vale e o setor bancário, alinhadas à desvalorização das commodities no exterior.
O Ibovespa operava em queda nesta quinta-feira, enquanto o mercado avalia a última pesquisa sobre o segundo turno da disputa presidencial, que mostrou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo em que aguarda nova pesquisa Datafolha.
Às 11h35, o índice de referência do mercado acionário brasileiro recuava 0,18%, a 206.126,01 pontos.
Na mínima, o índice marcou 203.110,43 pontos e, na máxima, 206.486,82 pontos.
Na noite de quarta-feira, uma pesquisa Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somava 44%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que classifica o resultado como empate técnico, assim como a pesquisa BTG/Nexus publicada na terça-feira.
De acordo com analistas do banco Daycoval, o resultado da pesquisa da véspera reforça a percepção de que a disputa permanece aberta e pode provocar novas oscilações nos preços dos ativos.
"Após a euforia da semana passada, investidores passaram a reduzir posições em ações e a reavaliar as expectativas relacionadas à política fiscal e econômica do próximo governo", disse o banco em relatório divulgado nesta quinta-feira.
Parte dos agentes do mercado considera que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia elevar as chances de um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos ainda não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.
O Datafolha divulgará uma nova pesquisa sobre o segundo turno da eleição no início da noite desta quinta. Além disso, também na noite desta quinta, o presidente Lula participa de sabatina na TV Globo, após o Jornal Nacional.
Ainda no cenário doméstico, na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.
No exterior, o índice acionário Nasdaq, em Nova York, caiu para perto dos menores níveis em um mês nesta quinta-feira, à medida que os temores de um impacto negativo sobre os investimentos em inteligência artificial devido ao aumento das taxas de juros aprofundaram a queda das ações ligadas à IA, enquanto novos dados confirmaram o aumento das pressões inflacionárias na economia dos EUA.
No horário acima, o S&P 500 caía 0,28%.
DESTAQUES
• PETROBRAS PN caía 0,28% e PETROBRAS ON recuava 0,02%, acompanhando a queda do petróleo Brent no exterior.
• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,92%, em mais uma sessão negativa para o setor. BRADESCO PN perdia 0,24%, BANCO DO BRASIL ON cedia 1,32% e SANTANDER BRASIL UNIT caía 0,14%.
• VALE ON recuava 0,85%, em linha com o movimento do minério de ferro no exterior, que atingiu a menor cotação em dois anos. O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China encerrou o pregão diurno com queda de 0,44%, a US$100,36 por tonelada.
• DIRECIONAL ON perdia 4,89%, sendo a maior queda do Ibovespa, após a construtora e incorporadora divulgar queda nas vendas e nos lançamentos do terceiro trimestre.
• MAGAZINE LUIZA ON subia 3,87%, liderando os ganhos do Ibovespa, recuperando parte das perdas da véspera.
• ASSAÍ ON caía 1,02%. A empresa disse, na véspera, que não tem estudos em andamento ou uma oferta subsequente de ações em preparação, segundo comunicado ao mercado.
• CASAS BAHIA ON, que não faz parte do índice, sobe 10,09%. Na véspera, a empresa anunciou que seu conselho de administração aprovou em reunião na semana passada contratação de crédito rotativo de R$250 milhões junto ao Banco do Brasil.
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