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Ibovespa recua com decisões de juros no radar

26 jan 2026 - 10h33
(atualizado às 11h41)
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O Ibovespa recuava nesta manhã de segunda-feira, após uma sequência de recordes na última semana, ao passo que os investidores se preparam para a primeira superquarta do ano, na qual é esperado que tanto o Banco Central ‌brasileiro quanto o Federal Reserve mantenham suas taxas de juros inalteradas.

Às 11h20, o Ibovespa recuava 0,51%, a 177.960,69 pontos, após ‌ter atingido 177.867,95 pontos na mínima. No melhor momento, marcou 179.434,44 pontos.

O volume financeiro somava R$5,49 bilhões.

Na última semana, o índice acionário acumulou ganho de 8,53%, ampliando a valorização do começo de ano para 11,01%, impulsionado principalmente por compras de estrangeiros que, apenas neste mês, já são responsáveis por uma entrada líquida de R$12,35 bilhões na bolsa paulista, ‍segundo dados da B3 até o dia 21.

Nesta segunda, após uma abertura positiva nos primeiros minutos, o Ibovespa se firmou em queda, em um movimento que se alinha com o ambiente menos favorável ao risco observado no exterior, ao passo que as atenções nos mercados se voltam para as decisões de política ‌monetária da semana.

"Esse movimento é típico quando investidores ficam em compasso de espera antes ‌de dados macro importantes e diante de notícias externas que influenciam o sentimento", disse Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

No Brasil, a aposta majoritária do mercado é de que o Banco Central mantenha a Selic nos atuais 15% ao ano, enquanto o Fed siga com sua taxa na faixa de 3,50% a 3,75%. Dessa forma, as atenções se voltarão principalmente para os comunicados de ambas as instituições, na busca por sinalizações sobre os próximos passos.

DESTAQUES

- CSN MINERAÇÃO subia 0,84%, depois que uma ocorrência em uma cava pertencente à Vale na madrugada de domingo provocou o alagamento de áreas em sua unidade Pires, em Ouro Preto (MG). As ações da CSN avançavam 1,38%.

- VALE ON subia 0,56%, na contramão do recuo dos preços dos contratos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com queda de 0,95%.

- PETROBRAS PN valorizava-se 1,28%, limitando as perdas do Ibovespa, mas se opondo ao comportamento do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent tinha queda de 0,5%.

- ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,44%, BRADESCO PN perdia 1,54%, BANCO DO BRASIL ON tinha queda de 0,82%, SANTANDER BRASIL UNIT era negociada em queda de ‌1,29% e BTG PACTUAL UNIT tinha leve alta de 0,02%.

- CBA ON, que não faz parte do índice, avançava 4,5%, após a Reuters informar que a potencial venda da produtora de alumínio está entrando em uma fase mais competitiva, embora as discussões com a Emirates Global Aluminium tenham desacelerado, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto.

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