Ibovespa recua com Ambev entre maiores perdas; Cosan sobe
O sinal negativo prevalecia na bolsa paulista nesta segunda-feira, com Ambev entre as maiores quedas no pregão, em um começo de semana com agenda macroeconômica esvaziada no Brasil.
Por volta de 11h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, perdia 1,17%, a 172.029,62 pontos, após fechar acima de 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês na última sexta-feira.
O volume financeiro somava R$4,26 bilhões.
Na visão da equipe do BB Investimentos, apesar da recuperação de curto prazo do Ibovespa, os mercados seguem em compasso de cautela, com inflação mais aquecida no radar. O Ibovespa vinha de duas semanas seguidas de alta.
"Caso se confirme um movimento de alta nos juros para conter a inflação, podemos ter como consequência uma elevação no custo de capital das companhias e diminuição do prêmio de risco em 'equity'", afirmou em relatório a clientes.
O boletim Focus do Banco Central mostrou nesta segunda-feira algum alívio nas previsões de mercado para a inflação neste ano, mas a expectativa para 2027 aumentou novamente.
No exterior, Wall Street retornava do fim de semana prolongado por feriado com viés positivo, em dia de alta para ações de chips. O S&P 500 subia 0,57%.
DESTAQUES
• TOTVS ON caía 3,23%, em pregão de ajustes, após quatro altas seguidas, período em que acumulou valorização de mais de 5%.
• AMBEV ON recuava 2,82%, tendo tocado uma mínima intradia desde maio no pior momento nesta segunda-feira.
• VALE ON cedia 0,98%, descolada do sinal positivo dos futuros do minério de ferro na China.
• PETROBRAS PN perdia 0,81%, em dia de oscilações modestas dos preços do petróleo no mercado internacional.
• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,98%, em sessão negativa para os bancos do Ibovespa, com o índice do setor financeiro caindo 1,11%.
• COSAN ON subia 2,65%, ampliando a recuperação iniciada em meados de junho, quando marcou mínimas intradia desde 2015.
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