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Ibovespa fecha estável com cautela antes de fim de ultimato dos EUA ao Irã

7 abr 2026 - 17h09
(atualizado às 17h52)
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Após passar a maior parte desta ‌terça-feira no vermelho, o Ibovespa encerrou o pregão próximo da estabilidade, em meio ao sentimento de cautela que dominou os mercados globais antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,05%, a 188.258,91 pontos, na máxima do dia, ⁠após marcar 185.885,25 na mínima. O volume financeiro somou R$26,4 bilhões.

O presidente dos EUA, Donald ‌Trump, estabeleceu um prazo até às 21h (horário de Brasília) desta terça para que um acordo com o Irã seja alcançado ou, afirmou, "uma civilização inteira vai morrer esta noite". Trump ameaçou ‌destruir todas as pontes e usinas de energia do ‌Irã em quatro horas.

"Esse tipo de fala não apenas assusta, como paralisa o apetite ⁠por risco e é exatamente isso que estamos vendo refletido na queda das bolsas ao redor do mundo e, consequentemente, no Ibovespa", disse Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain.

O índice acionário brasileiro passou a maior parte do dia em queda, ficando abaixo dos 187 mil pontos, contudo, o movimento perdeu tração ao longo da ‌tarde.

Mais cedo, duas fontes paquistanesas disseram à Reuters que as negociações entre os EUA e o ‌Irã correm o risco de ⁠descarrilar por conta dos ⁠ataques de Teerã a instalações industriais da Arábia Saudita.

O Irã prometeu retaliar os aliados dos EUA no Golfo, ⁠cujas cidades no deserto ficariam inabitáveis sem energia ‌ou água.

"Esse cenário todo deixa ‌os investidores com pouquíssima possibilidade de manter posições abertas, fazendo com que o mercado suba e desça dentro do intraday sem que ninguém queira ficar posicionado num cenário de incerteza", disse Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.

DESTAQUES

- MRV&CO ON liderou ⁠as perdas do índice, fechando em queda de 9,45%, após a prévia operacional do primeiro trimestre da companhia mostrar que a divisão MRV Incorporação registrou um consumo de caixa de R$24,2 milhões após ajustes.

- SUZANO ON caiu 6,39%, ficando entre as maiores perdas do Ibovespa, em sua terceira queda seguida. Investidores estão ‌atentos a potenciais efeitos de custos nas margens do setor no primeiro trimestre do ano, o UBS BB também citando potencial impacto nos volumes da Suzano por paradas de manutenção. ⁠KLABIN UNIT perdeu 3,1%.

- PETROBRAS PN recuou 0,88%, revertendo o ganho do início do dia e se alinhando com o viés negativo do exterior, onde o petróleo Brent encerrou em queda de 0,46%, a US$109,27 por barril.

- VALE ON subiu 0,72%, em linha com os futuros do minério de ferro na China, com o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechando em alta de 0,5%.

- ITAÚ UNIBANCO PN recuou 0,07%, enquanto BRADESCO PN subiu 0,66%, BANCO DO BRASIL ON ganhou 0,04% e SANTANDER BRASIL UNIT teve baixa de 0,97%.

- BRASKEM PNA foi o destaque positivo da sessão, disparando 7,26%, devolvendo quase completamente o tombo de 7,59% registrado na segunda-feira. Investidores seguem monitorando possíveis medidas sob avaliação da petroquímica para lidar com o seu endividamento.

Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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