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Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale e exterior desfavorável; Gerdau sobe 4%

28 abr 2026 - 17h05
(atualizado às 17h37)
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O Ibovespa fechou em queda nesta ‌terça-feira, com Vale entre as principais pressões negativas em dia de declínio dos preços do minério de ferro na China, enquanto a situação no Oriente Médio continua impondo cautela aos negócios.

Investidores também estão na expectativa dos desfechos das reuniões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil, que serão conhecidos na quarta-feira.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,51%, a 188.618,69 pontos, chegando a 187.236,79 ⁠na mínima do dia. Na máxima, marcou 189.578,50 pontos.

Com tal desempenho, o Ibovespa agora soma ganho de ‌apenas 0,62% em abril.

O volume financeiro nesta terça-feira somou R$23,95 bilhões.

De acordo com o advisor e sócio da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, a bolsa segue influenciada pela tensão geopolítica decorrente do persistente conflito no ‌Oriente Médio, enquanto investidores se preparam para decisões de juros.

No ‌momento em que os esforços para acabar com a guerra pareciam estar em um impasse, ⁠o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o Irã lhe informou que se encontra em "estado de colapso" e que está definindo sua situação de liderança.

Autoridades norte-americanas haviam indicado que Trump estava insatisfeito com a última proposta do Irã para encerrar a guerra, que buscava resolver o conflito e as disputas sobre transporte marítimo, mas adiar a discussão sobre o programa nuclear do país.

No exterior, o ‌barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 2,8%, a US$111,26, enquanto o S&P 500, ‌uma das referências do mercado acionário ⁠norte-americano, recuou 0,49%.

Na quarta-feira, ⁠o Federal Reserve anuncia sua decisão de política monetária e a previsão é de manutenção da taxa de juros de referência ⁠na faixa de 3,50% a 3,75%.

No Brasil, o Banco ‌Central também anuncia no mesmo dia ‌a sua decisão sobre a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, mas após o fechamento dos mercados. A expectativa no mercado é um corte de 0,25 ponto percentual.

Antes do anúncio, o IBGE mostrou que IPCA-15 subiu 0,89% em abril, após uma alta de 0,44% em março, de acordo ⁠com o IBGE. Foi a taxa mensal mais elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%), mas ficou abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de aumento de 1%.

DESTAQUES

-VALE ON caiu 1,3%, em meio ao declínio dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian cedeu 0,89%, para 780,5 iuans (US$114,20) a tonelada. ‌A mineradora também reporta resultado do primeiro trimestre ainda nesta terça-feira.

-PETROBRAS PN avançou 0,32% e PETROBRAS ON subiu 0,72%, endossadas pela alta do petróleo no exterior.

-ITAÚ UNIBANCO PN fechou com acréscimo de 0,25%, ⁠em dia misto no setor. SANTANDER BRASIL UNIT, que divulga balanço na quarta-feira, antes da abertura do mercado, recuou 0,84%.

-HAPVIDA ON desabou 8,44%, no segundo pregão seguido de queda, após forte valorização na semana passada, de mais de 15%.

-ASSAÍ ON caiu 5,74%, após o balanço do primeiro trimestre mostrar lucro líquido de R$86 milhões, queda de 46,7% sobre o resultado obtido um ano antes. O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado ficou praticamente estável na comparação ano a ano, assim como a receita líquida.

-GERDAU PN subiu 4,16%, após divulgar lucro líquido ajustado de R$1 bilhão para o primeiro trimestre. O conselho de administração do grupo siderúrgico também aprovou pagamento de R$354 milhões em dividendos aos acionistas, equivalente a R$0,18 por ação.

-COSAN ON avançou 3,6%, tendo no radar anúncio de IPO da sua empresa de gás e energia Compass, com oferta de até 145.643.738 ações (incluídos os lotes adicional e suplementar), que será 100% secundária. A precificação está prevista para 7 de maio.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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