Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras
Pressionado pela queda da Petrobras diante do recuo do petróleo, o Ibovespa fechou em baixa de 0,27%, aos 183.476,86 pontos, acumulando perda semanal de 0,95%. O índice foi impactado pela inflação do IPCA-15 acima do esperado e pela cautela eleitoral com a disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro apontada pelo Datafolha. Perdas maiores foram contidas pelo alívio nos títulos do Tesouro dos EUA e pela alta em Wall Street, além de ganhos no setor bancário e da disparada de Azzas 2154.
O Ibovespa fechou com queda modesta nesta sexta-feira, pressionado principalmente por Petrobras, enquanto a acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos.
O último pregão da semana também incluiu a repercussão de nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite da véspera, que manteve a disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, bem como a análise do IPCA-15, que revelou inflação acima das expectativas em setembro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,27%, a 183.476,86 pontos, chegando a 182.151,01 no pior momento. Na máxima, atingiu 184.214,48 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 0,95%.
O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$23,99 bilhões.
No final do dia, o rendimento do Treasury de 10 anos marcava 5,1625%, de 5,2297% na máxima do dia e 5,162% no fechamento na véspera, o que abriu espaço para melhora nos mercados, assim como o alívio nos preços do petróleo, com barril do Brent encerrando a US$104,32, declínio de 2,1%. Em Wall Street, o S&P 500 fechou com elevação de 0,51%.
"O cenário externo contribuiu para limitar as perdas", afirmou o analista Matheus Villela, da gestora de patrimônio Aware Investments.
O analista citou que o IPCA-15 pressionou o Ibovespa na abertura, mas que o cenário eleitoral é o que mais pesa sobre o sentimento na bolsa. Ele chamou a atenção para a pesquisa Datafolha, que mostrou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio, enquanto o cenário para potencial segundo turno apontou 47% a 45%, respectivamente.
"A variação foi de apenas um ponto e está dentro da margem de erro, mas o mercado tem precificado qualquer mudança de tendência", afirmou Villela. Na pesquisa anterior, o placar era de 39% a 36% no primeiro turno e 46% a 44% no segundo turno, a favor do petista em ambos os casos. "Com o primeiro turno a pouco mais de uma semana, esperamos volatilidade elevada até lá."
DESTAQUES
• PETROBRAS PN recuou 2,58% e PETROBRAS ON caiu 2%, acompanhando o movimento do petróleo no mercado internacional.
• VALE ON encerrou com variação positiva de 0,16%, tendo de pano de fundo a estabilidade dos futuros do minério de ferro na China.
• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,62%, com o setor como um todo melhorando. BRADESCO PN avançou 0,56%, BANCO DO BRASIL ON fechou em alta de 0,23% e SANTANDER BRASIL UNIT ganhou 0,51%. BTG PACTUAL UNIT terminou estável.
• ULTRAPAR ON caiu 5,77%, em nova sessão de ajustes, após acumular até a última quarta-feira valorização de mais de 14% em setembro. No setor de combustíveis, VIBRA ON cedeu 4,96%, também em queda pelo segundo dia. Até a quarta-feira, subia mais de 17% no mês.
• AZZAS 2154 ON disparou 12,97%, ganhando fôlego à tarde. Investidores seguem especulando sobre potenciais reflexos da reorganização societária anunciada no começo do mês, bem como de eventual transação que envolva a unidade FARM Rio.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.