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Ibovespa crava nona alta seguida, mas desempenho em agosto ainda fica negativo

31 ago 2026 - 17h12
(atualizado em 1/9/2026 às 15h29)
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Resumo
O Ibovespa subiu 1% nesta segunda-feira, aos 177.418,78 pontos, cravando a nona alta consecutiva impulsionada pela Petrobras e pela trégua na saída de capital estrangeiro. Apesar da sequência positiva, o índice encerrou agosto com perda acumulada de 0,33%. O pregão também foi marcado pela cautela com o cenário eleitoral, o rebalanceamento de índices MSCI e a disparada de 65% das ações fora do índice da Casas Bahia, após decisão judicial favorável no âmbito de sua recuperação judicial.

O Ibovespa fechou em alta ‌nesta segunda-feira pelo nono pregão seguido, em movimento sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, mas ainda terminou agosto com sinal negativo. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1% na sessão, a 177.418,78 pontos, tendo marcado 178.585,94 na máxima e 175.664,62 pontos na mínima do dia. 

O volume financeiro somou R$30,64 bilhões, influenciado também por ajustes relacionados ao rebalanceamento de índices ⁠MSCI. 

Em agosto, o Ibovespa acumulou uma variação negativa de 0,33%, sem conseguir reverter as perdas do ‌mês, que viu o índice ficar abaixo do 165 mil pontos no pior momento.

A trégua na saída de capital externo da bolsa paulista ajudou na série recente de altas. Até o ‌dia 27, segundo dados da B3, o saldo ainda estava ‌negativo em quase R$18,5 bilhões. No dia 20, somava R$23,2 bilhões. 

"O fluxo de investidores ⁠estrangeiros deve seguir como principal balizador do apetite por risco no curto prazo", afirmaram analistas do BB Investimentos em nota a clientes. 

Eles também destacaram que a volatilidade associada ao cenário eleitoral tende a aumentar a dispersão dos retornos nas próximas semanas.

Nesta segunda-feira, pesquisas Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus mostraram que a disputa pelo Palácio do Planalto segue acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula ‌da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A B3 divulgou a terceira e última prévia do Ibovespa ‌que entra em vigor em 8 ⁠de setembro, mantendo a ⁠entrada de Tenda e a saída de PetroReconcavo e agora também excluindo a SLC Agrícola.

No exterior, o ⁠último pregão do mês foi marcado por queda dos ‌índices acionários norte-americanos e avanço ‌nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN avançou 3,38% e PETROBRAS ON subiu 4,23%, apoiadas na alta dos preços do petróleo no mercado internacional. O barril sob o contrato Brent fechou com elevação de 2,71%, a US$90,49.

• BANCO DO ⁠BRASIL ON fechou em alta de 2,83%, melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa, com ITAÚ UNIBANCO PN subindo 0,84%, BRADESCO PN ganhando 0,64% e BTG PACTUAL UNIT terminando com elevação de 2,11%. SANTANDER BRASIL UNIT recuou 1,5%.

• VALE ON cedeu 0,93%, acompanhando fraqueza de mineradoras no exterior, apesar do avanço dos futuros do ‌minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou o pregão diurno com alta de 0,76%.

• NATURA ON fechou estável após saltar 9% nos ⁠primeiros negócios. A fabricante de cosméticos anunciou antes da abertura mudanças no comando, incluindo a renúncia do presidente-executivo, João Paulo Ferreira, que será substituído por Alessandro Carlucci, que deixou a presidência do conselho de administração. Analistas avaliaram positivamente a mudança, mas afirmaram seguir cautelosos com as perspectivas para a companhia.

• EMBRAER ON recuou 1,82%, em sessão de ajustes. No mês, porém, ainda acumulou uma valorização de 7,60%.

• MRV&CO ON avançou 6,17%, em pregão positivo para construtoras. CYRELA ON subiu 5,52%, mesmo após a TRX desistir de avançar com potencial aquisição de portfólio de ativos imobiliários detidos pela companhia e suas controladas, avaliado em mais de R$2 bilhões.

• CASAS BAHIA ON, que não está no Ibovespa, disparou 65%, a R$0,66, após a Justiça aprovar a antecipação dos efeitos do "stay period", suspendendo ações e execuções de dívidas contra o grupo antes mesmo da decisão sobre o processamento formal da recuperação judicial.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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