Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Grupo mexicano Asur conclui aquisição de aeroportos da Motiva, em negócio de R$ 12,2 bi

São 20 aeroportos, dos quais 17 no Brasil, incluindo terminais em Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e São Luis, e 3 internacionais, em Quito (Equador), San José (Costa Rica) e Curaçao

1 set 2026 - 18h54
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O grupo mexicano Asur concluiu a compra dos 20 aeroportos da Motiva por R$ 12,2 bilhões, marcando sua entrada oficial no Brasil com a gestão de 17 terminais nacionais e três internacionais. Maior transação recente do setor no mundo, o negócio consolida a Asur como líder aeroportuária nas Américas, enquanto permite à Motiva reduzir sua alavancagem para focar em concessões de rodovias e trilhos. A operação brasileira será liderada por José Formoso, mantendo as equipes atuais sem alterações.

O Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), do México, conclui a aquisição dos aeroportos da Motiva, marcando sua entrada oficial no Brasil. O negócio soma R$ 12,2 bilhões, segundo comunicado da Motiva, sendo R$ 5,2 bilhões em equity por 100% das ações da CPC Holding, veículo que consolidava as participações da companhia nos 20 aeroportos, e R$ 7 bilhões em dívidas dos ativos.

A aquisição dos terminais da Motiva representa o maior movimento de expansão internacional da Asur. São 20 aeroportos, dos quais 17 no Brasil, incluindo terminais em Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e São Luis, e três internacionais, localizados em Quito (Equador), San José (Costa Rica) e Curaçao.

Entre os ativos à venda está a concessão do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte
Entre os ativos à venda está a concessão do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte
Foto: BH Airports/Divulgação / Estadão

Nesta terça-feira, 2, a Asur assume as operações previstas na transação no Brasil, de acordo com comunicado da empresa mexicana. O grupo disse que elas "seguem normalmente, sem alterações nas equipes e na estrutura operacional". Os cerca de 1 mil profissionais que já atuavam nos aeroportos no Brasil permanecem nas operações.

O conjunto dos 20 aeroportos conecta mais de 200 rotas e movimentou mais de 48 milhões de passageiros em 2025, crescimento de 6,1% em relação a 2024. Já a rede atual da Asur, que inclui terminais como o de Cancún, conta com mais de 71,6 milhões de passageiros atendidos por ano.

"A incorporação dos ativos consolida a posição da Asur como líder aeroportuária nas Américas em movimentação anual de passageiros", ressalta a Motiva no comunicado.

Na América Latina, a Asur já operava no México, Colômbia e em Porto Rico (EUA), além de atividades comerciais e serviços para passageiros em terminais dos três dos principais hubs aéreos dos Estados Unidos - Los Angeles (LAX), Nova York (JFK) e Chicago O'Hare (ORD).

"O Brasil ocupa uma posição central na estratégia de crescimento da Asur. A aquisição amplia nossa presença em um dos mercados aéreos mais relevantes do mundo", comenta na nota o CEO do Grupo Asur, Adolfo Castro.

Quem é o CEO da Asur no Brasil

O executivo José Formoso, com mais de 30 anos de experiência em setores como telecomunicações, infraestrutura e tecnologia, assume como CEO da Asur no Brasil. Radicado no Brasil há mais de 20 anos, comandou anteriormente empresas como Embratel e Claro Empresas.

O processo de venda dos aeroportos da Motiva ocorreu ao longo de 2025 e foi a maior transação aeroportuária realizada no mundo recentemente, com o interesse de mais de 20 de grupos europeus, latino-americanos e asiáticos.

"A conclusão desta transação é um passo estratégico para simplificarmos o nosso portfólio e ampliarmos a nossa capacidade de investimentos em rodovias e trilhos", afirma em nota o CEO da Motiva, Miguel Setas.

Com a conclusão do negócio, a alavancagem consolidada da Motiva cairia de 3,7 vezes para cerca de 3 vezes, ampliando a capacidade financeira da companhia para fazer frente ao volume de R$ 170 bilhões de oportunidades mapeadas para os próximos anos para concessões rodoviárias, de trens e metrôs no Brasil, ressalta o comunicado.

Além disso, otimiza a estrutura de capital e melhorar o perfil de risco do portfólio.

A conclusão da venda ocorreu após a aprovação pelos órgãos de defesa da concorrência, credores e poderes concedentes de aeroportos no Brasil, Equador, Costa Rica e Curaçao.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra