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Ibovespa cai com exterior negativo e política no radar

15 mai 2026 - 12h21
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A bolsa brasileira operava em queda ‌na manhã desta sexta-feira, influenciada pelo ambiente externo negativo diante dos temores de inflação global, ao mesmo tempo em que os investidores seguem monitorando a cena política doméstica.

Por volta das 12h00, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 1,16%, a 176.295,38 pontos. O volume financeiro somava R$10,3 bilhões.

No exterior, as bolsas norte-americanas abriram o dia em queda ⁠expressiva, já que os temores de inflação desencadeados pelo conflito no Oriente Médio elevavam os rendimentos ‌dos Treasuries. O S&P 500 recuava 0,98%, a 7.427,16 pontos,

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que sua paciência com o Irã estava se esgotando, aumentando as ‌preocupações com a falta de progresso em um acordo ‌de paz para acabar com os ataques e apreensões de navios no Estreito ⁠de Ormuz. Nesse contexto, os contratos futuros do petróleo tipo Brent subiam mais de 2%, puxando ações ligadas a commodity no Ibovespa.

A cena política doméstica também influenciava o humor dos agentes. Aliados de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, esforçaram-se na quinta-feira para minimizar os laços do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso acusado de uma série de ‌crimes, após a revelação ameaçar as chances do parlamentar na eleição de outubro.

Auxiliares e membros ‌do Partido Liberal (PL) de Bolsonaro ⁠disseram à Reuters que ⁠foram pegos de surpresa com a mensagem de voz publicada pelo site de notícias The Intercept Brasil, ⁠na qual o senador pediu a Vorcaro, dono ‌do liquidado Banco Master, que ‌retomasse o financiamento de um filme sobre seu pai.

"O ruído político-eleitoral em torno da candidatura da oposição adicionou uma camada extra de incerteza, impedindo uma recuperação do Ibovespa em um ambiente externo já deteriorado", disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da ⁠Nomad.

Os investidores também avaliam os resultados trimestrais de empresas divulgados nos últimos dias.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,49%, BRADESCO PN perdia 1,54%, SANTANDER BRASIL UNIT tinha queda de 1,14% e BANCO DO BRASIL ON perdia 1,25% em dia negativo para o setor.

• PETROBRAS PN valorizava 0,78% e PETROBRAS ON avançava 1,17%, ‌em linha com os ganhos do petróleo no exterior.

• VALE ON caía 2,12%, em linha com os contratos futuros de minério de ferro, que caíram pela quarta sessão consecutiva ⁠pressionados pelos altos estoques nos portos da China. O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na bolsa de Dalian caiu 0,67%, a 809,5 iuanes (US$ 118,97) a tonelada métrica.

• COSAN ON recuava 6,24%, após reportar na véspera prejuízo líquido de R$1,6 bilhão no primeiro trimestre de 2026. O CEO da empresa disse hoje que pode vender participação na Raízen após se tornar minoritária.

• CYRELA ON perdia 2,93%, depois de ter reportado lucro líquido no primeiro trimestre de R$297 milhões, queda de 9% sobre o desempenho de um ano antes.

• GPA ON perdia 2,61%, depois de divulgar balanço na véspera no qual a empresa que controla a rede de supermercados Pão de Açúcar teve prejuízo líquido de R$1,4 bilhão no primeiro trimestre, após resultado negativo de R$169 milhões no mesmo período do ano passado.

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