Ibovespa avança com apoio da Vale e exterior favorável em dia repleto de balanços
O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, com Vale fornecendo um suporte relevante, na esteira da alta dos futuros do minério de ferro na China, enquanto Petrobras pressionava na outra ponta, acompanhando o declínio nas cotações do petróleo no exterior.
Por volta de 12h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,58%, a 187.830,29 pontos, em meio à repercussão de uma bateria de resultados corporativos. Na máxima até o momento, chegou a 188.674,36 pontos. O volume financeiro somava R$11,34 bilhões.
A bolsa paulista acompanhava o movimento positivo visto em outros mercados acionários, com investidores esperançosos de um desfecho na guerra no Irã.
Estados Unidos e Irã estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar a guerra no Golfo, disse uma fonte do Paquistão, mediador das negociações, familiarizada com as mesmas.
"Vamos fechar isso muito em breve. Estamos chegando perto", declarou a fonte paquistanesa.
O site Axios noticiou na quarta-feira que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando para encerrar o conflito, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz.
A notícia derrubou o preço do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent sendo negociado a US$101,88, em queda de 7,27%.
De acordo com a agência de notícias ISNA, o Irã está analisando uma proposta dos EUA para acabar com a guerra de mais de dois meses e transmitirá suas opiniões ao mediador, Paquistão.
Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançava 1,15%.
DESTAQUES
• VALE ON subia 3,41%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 2,84%. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON era destaque com elevação de 6,38%.
• PETROBRAS PN caía 3,1%, pressionada pelo declínio dos preços do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON recuava 4,43%, tendo ainda o balanço do primeiro trimestre no radar.
• ITAÚ UNIBANCO PN cedia 1,11%, em meio à repercussão do resultado do primeiro trimestre do banco, que ficou em linha com as expectativas. De acordo com o CEO, o banco espera uma relativa estabilidade em seus indicadores de inadimplência nos próximos trimestres e não mudou o apetite a risco para crédito. Também afirmou que o Itaú continuará entregando uma rentabilidade importante ao longo dos próximos trimestres.
• BRADESCO PN avançava 0,89% antes da divulgação do balanço, após o fechamento. No setor, BANCO DO BRASIL ON subia 1,73% e SANTANDER BRASIL UNIT tinha alta de 1,56%.
• C&A ON disparava 10,72%, após reportar lucro líquido ajustado de R$8 milhões no primeiro trimestre deste ano, salto de 218,7% sobre o desempenho obtido um ano antes.
• TIM ON caía 6,14%, em meio à análise do resultado do primeiro trimestre, que mostrou lucro líquido normalizado de R$821 milhões, abaixo das previsões. O CEO disse que operadora de telecomunicações deve ampliar suas margens nos próximos trimestres.
• TENDA ON, que não está no Ibovespa, saltava 11,56%, após mostrar lucro líquido consolidado de R$183,4 milhões no primeiro trimestre, mais que o dobro do resultado positivo de um ano antes e acima do esperado pelo mercado.
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