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Ibovespa avança com apoio da Petrobras e Raízen sob holofote

11 mar 2026 - 11h49
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O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, sustentado ‌principalmente pelas ações da Petrobras, com o conflito no Oriente Médio ainda no radar, enquanto Raízen era destaque no noticiário corporativo após apresentar pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas de R$65 bilhões.

Por volta de 11h35, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,68%, a 184.701,24 pontos, abandonando a fraqueza da abertura, quando chegou a recuar a 182.021,14 pontos. Na ⁠máxima até o momento, alcançou 185.714,27 pontos. O volume financeiro somava R$6,81 bilhões.

De acordo com o ‌analista técnico Gilberto Coelho, da XP, o Ibovespa se firmou acima dos 180.000 pontos, mantendo sinal de retomada altista.

No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent avançava ‌3,28%, a US$90,68, com agentes contrabalançando proposta da Agência Internacional ‌de Energia (IEA) de liberação de estoques estratégicos da commodity, enquanto o Irã ameaçou ⁠realizar ataques contínuos e disse que o barril chegará a US$200.

Também no radar estava o comportamento do índice de preços ao consumidor norte-americano, que subiu 0,3% em fevereiro, ante o avanço de 0,2% em janeiro, mas em linha com as projeções no mercado. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o indicador subiu 0,2%, ante aumento de 0,3% em janeiro.

Em Wall ‌Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário dos Estados Unidos, cedia 0,15%.

DESTAQUES

- PETROBRAS ‌PN avançava 3,56%, endossada pela ⁠alta do petróleo no ⁠exterior, que reverberava em todo o setor. PRIO ON, que também divulgou balanço na véspera, valorizava-se 3,45%. BRAVA ⁠ENERGIA ON subia 2,72% e PETRORECONCAVO ON tinha ‌elevação de 1,94%.

- RAÍZEN PN ‌operava estável, a R$0,52, em dia volátil, após desabar mais de 17% na abertura e subir 3,85% na máxima até o momento. A companhia, controlada pelo grupo Cosan e pela Shell, protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas financeiras de R$65,1 bilhões.

- ⁠SMARTFIT ON subia 3,2%, após divulgar balanço do quarto trimestre com lucro líquido recorrente de R$235 milhões, crescimento de 19% sobre o mesmo período do ano anterior. A companhia também divulgou previsão de abertura de 330 a 350 academias em 2026.

- CURY ON avançava 4,47%, tendo no radar o resultado do último trimestre ‌do ano passado, com lucro líquido de R$270 milhões, alta de 62,9% ano a ano. O índice do setor imobiliário na B3 tinha elevação de 0,73%.

- GPA ON perdia 3,02%, ⁠com agentes financeiros ainda analisando acordo do varejista com seus principais credores para um plano de recuperação extrajudicial abrangendo dívidas de aproximadamente R$4,5 bilhões. Na véspera, a ação chegou a desabar quase 9% antes de fechar em queda de 2,93%.

- BANCO DO BRASIL ON subia 1,15%, em pregão de modo geral positivo para bancos do Ibovespa, com BTG PACTUAL UNIT avançando 0,62%, ITAÚ UNIBANCO PN valorizando-se 0,55% e BRADESCO PN subindo 0,1%. SANTANDER BRASIL UNIT era exceção, cedendo 0,22%.

- VALE ON registrava variação negativa de 0,32%, mesmo com a alta dos futuros do minério de ferro na China.

- TELEFÔNICA BRASIL ON recuava 1,24%, distante do pior momento da sessão, quando caiu quase 7% nos primeiros negócios, tendo como pano de fundo relatório de analistas do UBS BB, que cortaram a recomendação dos papéis de compra para venda, bem como reduziram o preço-alvo para R$36 ante R$37,50.

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