IBGE: Taxa de desemprego caiu em todos os Estados no segundo trimestre de 2025
Número chegou ao piso histórico em pelo menos 12 Estados; pesquisador aponta redução da informalidade, aumento na renda média e expansão da massa salarial
A taxa de desemprego caiu em todas as 27 Unidades da Federação na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre de 2025, descendo ao piso histórico em 12 delas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na média nacional, a?taxa de desemprego diminuiu de 7,0% no primeiro trimestre de 2025 para 5,8% no segundo trimestre. A taxa de desemprego desceu às mínimas históricas no segundo trimestre deste ano nos seguintes Estados:
- Alagoas (7,5%)
- Amapá (6,9%)
- Bahia (9,1%)
- Espírito Santo (3,1%)
- Mato Grosso do Sul (2,9%)
- Minas Gerais (4,0%)
- Paraíba (7,0%)
- Rio Grande do Norte (7,5%)
- Rio Grande do Sul (4,3%)
- Santa Catarina (2,2%)
- São Paulo (5,1%)
- Sergipe (8,1%)
Os resultados confirmam que o mercado de trabalho segue forte, conforme já sinalizava o primeiro trimestre do ano, avaliou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.
Ele lembra que o mercado de trabalho já tinha contrariado, no primeiro trimestre de 2025, uma tendência sazonal de dispensa de trabalhadores temporários contratados para atender à demanda de alta no consumo no quarto trimestre de 2024.
"Esse ano já se mostrou diferente. No primeiro trimestre, o mercado de trabalho já mostrou que estava disposto a absorver grande parte dessa mão de obra temporária, e os dados do segundo trimestre vêm confirmando", disse o pesquisador do IBGE. "O mercado de trabalho está se mostrando resistente a uma piora. O mercado vem se mostrando forte e absorvendo mão de obra."
Além do aumento no número de ocupados, Kratochwill menciona outros sinais positivos, como a redução da informalidade, a elevação nas contratações com carteira assinada, o aumento na renda média e a expansão da massa salarial. "Isso tudo traz certo vigor no mercado de trabalho", resumiu.
O pesquisador confirmou que os dados regionais do mercado de trabalho mostram que há uma melhora disseminada do emprego pelo País.
"De forma geral, os números são muito positivos para o País em todas as Unidades da Federação", declarou.
No segundo trimestre, a taxa de desemprego entre as mulheres (6,9%) permanecia consideravelmente mais elevada do que entre os homens (4,8%).
Por cor ou raça, a taxa de desemprego ficou em 4,8% entre os brancos, resultado muito aquém do registrado para os pretos (7,0%) e pardos (6,4%).
Quanto à instrução, a taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto foi de 9,4%, quase o triplo do resultado para as pessoas com nível superior completo, cuja taxa foi de 3,2%.
Desemprego de longa duração
O País ainda tinha 1,254 milhão de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos os que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 1,913 milhão.
Apesar de elevado, o total de pessoas que tentavam uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais encolheu 23,6% em relação ao segundo trimestre de 2024. Outras 659 mil pessoas buscavam emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 16,6% menos indivíduos nessa situação ante o segundo trimestre de 2024.
No segundo trimestre de 2025, 3,157 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 10,7% menos desempregados nessa situação do que no mesmo período do ano anterior, e 1,184 milhão tentavam uma vaga há menos de um mês, um recuo de 16,7% nessa categoria de desemprego do que no segundo trimestre de 2024.