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Haddad não deu detalhes de onde ia mexer no IOF, diz Gleisi: 'Todo mundo do governo aceitou e foi'

Ministra negou que governo tenha feito uma 'reunião de emergência' diante da repercussão negativa com alta do imposto: 'Quando erra, paciência, recua, não tem problema'

29 mai 2025 - 10h48
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BRASÍLIA - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que, nas discussões internas do governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, "não abriu com detalhes onde ia mexer" com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Gleisi afirmou, ainda, que Haddad relatou que "a mudança era pequena".

Gleisi concedeu entrevista ao programa "Conversa com Bial", da TV Globo, divulgada na madrugada desta quinta-feira, 29. A ministra disse que, "como a medida não estava aberta, e o Haddad é sempre muito cioso disso, todo mundo (do governo) aceitou e foi".

"A gente tinha que fazer avaliação do Orçamento. Tem uma junta financeira do governo. Fizemos uma reunião com a junta financeira e depois com o presidente. O ministro Haddad explicou as medidas e falou do IOF. Mas ele não abriu com detalhes onde ia mexer. Ele disse que a mudança era pequena, e era mesmo, de 2,39% para 3,5%", relatou Gleisi ao ser questionada por Pedro Bial.

Segundo Gleisi, é pior manter medida diante de um erro do que recuar
Segundo Gleisi, é pior manter medida diante de um erro do que recuar
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"Na questão dos fundos de investimento (aplicação desses fundos no exterior), que eram isentos, ficou valendo 3,5%. Como a medida não estava aberta, e o Haddad é sempre muito cioso disso, todo mundo aceitou e foi", declarou.

A ministra negou que tenha havido uma "reunião de emergência" do governo na noite da última quinta-feira, 22, para discutir o assunto. Afirmou que ela e os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, estavam reunidos para falar sobre inteligência artificial.

"A gente estava na Casa Civil em uma reunião sobre inteligência artificial. Quando cheguei esse negócio já estava (dando problema). O pessoal da assessoria dizendo que estava dando problema. Gente do mercado ligando, imprensa ligando. Aí sentamos e conversamos. A avaliação foi essa de que teve um erro. O impacto é muito grande e é pior ficar do que recuar. Quando erra, paciência, recua, não tem problema", declarou.

Estadão
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