Script = https://s1.trrsf.com/update-1778180706/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Guedes diz que reformulação do RH do Estado 'não sai tão cedo'

De acordo com ministro da Economia, reforma administrativa não deve sair de imediato; presidente Jair Bolsonaro havia dito que medida 'está no forno'

18 nov 2019 - 17h14
(atualizado às 17h44)
Compartilhar
Exibir comentários

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira, 18, que a reforma administrativa "não sai tão cedo". Ele foi questionado por jornalistas se o governo vai enviar o texto com a reformulação do RH do Estado ao Congresso Nacional esta semana depois do anúncio do desbloqueio total do Orçamento.

Até 2022 cerca de 26% dos funcionários públicos vão se aposentar; o quadro é considerado uma janela de oportunidade para emplacar a reconfiguração do RH do Estado
Até 2022 cerca de 26% dos funcionários públicos vão se aposentar; o quadro é considerado uma janela de oportunidade para emplacar a reconfiguração do RH do Estado
Foto: José Cruz/Agência Brasil - 3/7/2019 / Estadão

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que a reforma administrativa "está no forno", mas não confirmou se a proposta será enviada ainda neste ano ao Congresso Nacional. "Para que tanta pressa?", questionou o presidente.

A proposta altera regras sobre a estabilidade de futuros servidores e deve prever redução dos salários iniciais. Bolsonaro já prometeu mandar o texto ao Legislativo na semana retrasada e passada, mas ontem disse que o texto "vai aparecer aí, mas vai demorar um pouco". Como o Estado noticiou, a elite do funcionalismo público trabalha para barrar a iniciativa do Executivo.

O presidente disse ainda que "é lógico" que aguarda o melhor cenário para liberar o texto. "Tenho de mandar para lá para ter menos atrito possível. É só isso", disse. Bolsonaro comentou sobre a reforma após cerimônia da equipe de segurança do Palácio do Planalto.

Até 2022, fim do governo Jair Bolsonaro, cerca de 26% dos funcionários públicos vão se aposentar. Esse quadro é considerado uma janela de oportunidade para emplacar a reconfiguração do RH do Estado.

O tema mais sensível é o fim da estabilidade. A avaliação dos servidores é de que a quebra de estabilidade, com a possibilidade de contratação via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) nos primeiros dez anos, vai abrir caminho para a perseguição política dos servidores que incomodarem o governo de plantão.

Hoje, umas das formas de demissão no serviço público se dá no chamado estágio probatório, nos três primeiros anos da contratação. Para a equipe econômica, porém, as avaliações nesse período precisam ser reformuladas para filtrar apenas os "bons" servidores. Nos últimos quatro anos, apenas 0,3% dos servidores que ingressaram foram exonerados nesse período.

Pela proposta da equipe econômica, a estabilidade seria garantida para os servidores das carreiras de Estado. Os demais seriam contratados pela CLT. Mas a definição das carreiras deverá ser discutida em regulamentação da PEC, segundo sinalizou integrantes do governo para os sindicalistas.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra