Governo tem superávit primário de R$ 86,9 bi em janeiro, abaixo do esperado
Despesas do governo central (Tesouro, Previdência e BC) cresceram 2,9% no mês passado, em comparação com o mesmo período de 2025
BRASÍLIA - As contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram superávit primário de R$ 86,900 bilhões em janeiro, após um resultado positivo de R$ 22,107 bilhões em dezembro, informou o Tesouro nesta quarta-feira, 25.
O superávit de janeiro foi menor do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado positivo de R$ 89,350 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 80,0 bilhões a R$ 114,600 bilhões.
O superávit primário do mês passado foi maior do que o registrado em janeiro de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi positivo em R$ 85,064 bilhões.
As despesas do governo central cresceram 2,9% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 2%, na mesma base de comparação.
No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 325,751 bilhões, o maior resultado mensal desde 2011, segundo dados da Receita Federal.
O indicador de receita líquida ajustada (RLA), usado para definir o limite anual de despesas no Orçamento da União, conforme prevê a lei do arcabouço fiscal, fechou janeiro em 4,63%.
A RLA serve para suavizar o efeito das variações de receitas não previsíveis sobre os limites de despesas do novo arcabouço fiscal, expurgando fontes voláteis, como aquelas obtidas com concessões, dividendos, royalties, recursos não sacados do PIS/Pasep e com programas especiais de recuperação fiscal.
Considerando apenas o recolhimento de tributos que são mais aderentes à evolução da atividade econômica, a ideia é garantir uma base mais confiável e perene para o crescimento das despesas.
A RLA usada para calcular o limite de crescimento real das despesas para o Orçamento compreende o período de julho do ano anterior a junho do ano corrente. Para o Orçamento de 2026, a RLA cresceu 6,37% (entre julho de 2024 e junho de 2025) e resultou no limite de avanço das despesas de 2,50%, teto estipulado pelo arcabouço fiscal.