Governo Bolsonaro estimulou o contrabando e não adotou medidas de combate, diz Haddad
Para o ministro, união do governo Lula e dos governos estaduais melhorou a situação da indústria e do varejo brasileiro; Bolsonaro ainda não se manifestou
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 7, que o governo Bolsonaro "estimulou o contrabando de mercadorias" porque, em sua avaliação, não houve uma ação de combate a essa atividade durante a gestão passada. Bolsonaro foi procurado, mas ainda não se manifestou.
Para Haddad, a união do governo Lula e dos governos estaduais para estabelecer uma tributação sobre produtos que chegam do exterior melhorou a situação da indústria e do varejo brasileiro.
"Porque essa coisa do contrabando, vocês não têm ideia do que estava acontecendo [...] Agora, houve uma união dos governadores, todos os governadores, do Sudeste, do Nordeste, do Sul, todos se uniram ao governo federal para combater o contrabando. E passaram a cobrar dos contrabandistas, coisa que não era feita pelo governo anterior", disse Haddad em entrevista à rádio Cidade, de Caruaru (PE), ao ser questionado sobre políticas de incentivo à cadeia têxtil de Pernambuco.
O ministro destacou ainda os números da indústria no ano passado, que registrou a maior taxa de crescimento dos últimos dez anos, e voltou a falar dos efeitos da reforma tributária aprovada recentemente, que, em sua avaliação, irá ajudar no desenvolvimento do setor industrial, inclusive nas exportações.
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