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PSDB pede manutenção de Estados e municípios na Previdência

Se o Congresso retirar os Estados da reforma da Previdência, os governadores teriam que votar leis próprias em suas respectivas assembleias, o que aumenta o desgaste político

3 jun 2019
16h25
atualizado às 17h02
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Os governadores do PSDB se reuniram hoje com o relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira, para pedir pela manutenção de Estados e municípios na reforma da Previdência. Estiveram no almoço os chefes do Executivo de São Paulo, João Doria, do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e do Rio Grade do Sul, Eduardo Leite, além do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio.

A equipe econômica, comandada por Paulo Guedes, admitiu, na última semana, que é possível que os Estados fiquem fora da reforma da Previdência, pois há forte resistência sobre o tema. Porém, de acordo com o Instituto Fiscal Independente (IFI) do Senado, caso a reforma não os inclua, o déficit deles deve subir 300% até 2060.

Deputado Federal Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara
Deputado Federal Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara
Foto: PAULO GUERETA/AGÊNCIA O DIA / Estadão Conteúdo

Os governadores disseram que já estão articulando com suas bancadas estaduais na Câmara. "Estamos mobilizando nossas bancadas e vamos ajudar a mobilizar para que Previdência tenha impacto para Estados", disse Leite. O governador de São Paulo emendou: "Não há o menor cabimento em destacar Estados e municípios da reforma da Previdência", disse. Azambuja pediu ainda que o líder do PSDB leve o posicionamento para o colégio de lideranças da Câmara.

Se o Congresso retirar os Estados da reforma da Previdência, os governadores teriam que votar leis próprias em suas respectivas assembleias, o que aumenta o desgaste político. A preocupação dos partidos do centro é que, ao incluir os Estados na reforma, se desgastam com suas próprias bases enquanto governadores de oposição, que mantêm discurso contrário, manteriam seu capital político e, ao mesmo tempo, se beneficiariam fiscalmente com a aprovação das mudanças na Previdência estadual.

O governador do Rio Grande do Sul minimizou o desgaste político: "Capital político você tem que escolher onde vai colocar. Se lançam para os Estados a necessidade de fazer suas reformas, eu não tenho medo. Só que outras mudanças que eu poderia fazer vão ter que ser adiadas ou ignoradas porque teremos que investir capital político em reforma que já deveria estar resolvida em nível nacional", afirmou.

Estadão
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