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Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB

Distrito Federal quer usar garantia da União para solicitar empréstimo, mas não possui condições de receber aval do Tesouro Nacional

28 abr 2026 - 13h38
(atualizado às 13h46)
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BRASÍLIA — A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), comunicou que pedirá oficialmente ajuda ao o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no Banco de Brasília (BRB).

Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília / Estadão

O Distrito Federal quer uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para solicitar um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e injetar o dinheiro no Banco de Brasília. O DF, no entanto, não está com as contas em dia e não possui nota suficiente para realizar operações com garantias da União.

Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantias do Tesouro Nacional. A União exige notas de capacidade de pagamento (CAPAG) entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O Distrito Federal possui nota C, abaixo do necessário.

"O Governo do Distrito Federal informa que a governadora Celina Leão irá encaminhar ao Tesouro Nacional ofício solicitando aval do governo federal para avançar nas tratativas relacionadas a uma operação junto ao Fundo Garantidor de Créditos", diz nota divulgada pelo governo distrital. "A iniciativa integra as medidas que vêm sendo conduzidas com transparência, responsabilidade e diálogo institucional para garantir a estabilidade do BRB. O documento está em fase final de formalização."

O BRB tem um rombo calculado em R$ 8,8 bilhões após realizar operações fraudulentas com o Banco Master. O governo do Distrito Federal, controlador do banco, precisa injetar dinheiro para salvar a instituição, que deixou de publicar o balanço de 2025 no prazo legal, em 30 de março, e pretende resolver a situação até o fim de maio.

O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC, mas não obteve resposta. O Estadão apurou que o fundo só pretende ajudar o BRB se outros bancos entrarem em um consórcio. Integrantes do Banco de Brasília dizem que, para o banco continuar funcionando, o BRB precisa de no mínimo R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo no patrimônio.

Além do aval da União, a governadora Celina Leão também quer interceder a Lula para que o petista solicite à Caixa e ao Banco do Brasil que comprem ativos do BRB e ajudem o banco a estancar a crise de liquidez, também desencadeada pelo Caso Master. O banco anunciou um acordo para vender R$ 15 bilhões em ativos que eram do Banco Master e estão na instituição, mas o sucesso da operação ainda é incerto.

Em entrevista ao Estadão na semana passada, Celina afirmou que não contava mais com ajuda do governo federal para socorrer o BRB. "Se dependêssemos de algum banco público comandando pelo governo federal, já teríamos fechado as portas do BRB", afirmou ela. Técnicos da administração, no entanto, avaliam que o governo distrital não tem de onde tirar dinheiro neste momento para injetar no Banco de Brasília.

A governadora vai recorrer a Lula após fazer criticas e antagonizar com o petista. Na entrevista ao Estadão, ela afirmou que o "escândalo do Caso Master está dentro do coração do PT no Planalto." Anteriormente, durante cerimônia de entrega de 13 viaturas novas para Polícia Militar, Celina evitou falar o "13", número do PT na urna, e disse estar entregando "12 mais 1" patrulhas. Depois, ela afirmou que o governo Lula não tinha "boa vontade" para ajudar o Distrito Federal.

Enquanto tenta salvar o banco público, a gestão tenta também salvar o caixa do Distrito Federal. A governadora determinou uma revisão de contratos e um corte de gastos em despesas da administração pública. Além disso, o governo quer antecipar R$ 52 bilhões em créditos inscritos na dívida ativa, vendendo os papéis no mercado financeiro. A operação, porém, tem restrições, pois o dinheiro só pode ser usado na previdência e em investimentos, e não num aporte ao BRB, e não há previsão de quando e quanto o governo conseguiria levantar.

Estadão
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