Governador do Amapá diz que descoberta de petróleo na Margem Equatorial é 'a notícia do século'
Clécio Luís argumenta que a atividade pode impulsionar a arrecadação estadual, gerar empregos e atrair investimentos para infraestrutura, logística e serviços
O governador do Amapá (AP), Clécio Luís (União), afirmou que a descoberta de evidências de óleo ou gás natural no primeiro bloco prospectado pela Petrobras na Margem Equatorial é "a notícia do século" em relação à possibilidade de desenvolvimento de novos empreendimentos na Região Norte do Brasil.
"Talvez essa seja a notícia do século em relação a novos projetos, ao desenvolvimento, a novos empregos, tudo o que nós estamos construindo, sonhando e trabalhando com esse momento", disse, em vídeo postado em suas redes sociais. "Essa descoberta representa muito para o Brasil, para a geopolítica, para a estratégia brasileira de desenvolvimento", complementou.
O governador argumenta que a atividade pode impulsionar a arrecadação estadual, gerar empregos e atrair investimentos para infraestrutura, logística e serviços no Estado.
A perfuração deste poço foi autorizada em outubro de 2025, após um processo de licenciamento ambiental que levou cerca de 12 anos. O projeto esteve no centro de debates entre defensores da exploração, que apontam potencial econômico, e grupos ambientalistas, que alertam para os riscos ambientais na região amazônica.
O governador e outras lideranças políticas da Região Norte, como o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), também comemoraram o anúncio e defenderam a continuidade das pesquisas exploratórias.
'Alívio e confiança'
A Federação da Indústria do Estado do Pará (Fiepa) afirmou em nota ter recebido "com alívio e confiança" a descoberta de hidrocarbonetos no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. Para a entidade, a notícia representa um avanço após anos de discussões em torno do direito do Brasil de conhecer o potencial energético da região e reforça a importância de conciliar desenvolvimento econômico, transição energética e rigor ambiental.
"É uma vitória contra aqueles que insistem em boicotar o desenvolvimento do País e tratar a Amazônia como um território onde tudo deve ser proibido. Depois de tanta luta para que o Brasil tivesse o direito de conhecer o seu próprio potencial, recebemos essa notícia com alívio. A ciência e a técnica precisam estar acima de discursos ideológicos que condenam o Norte ao atraso", declarou o presidente da federação, Alex Carvalho.
Para a Fiepa, o potencial energético da região deve se traduzir em desenvolvimento para a Amazônia. A instituição defende que o avanço dessa agenda estimule investimentos em infraestrutura e tecnologia, fortaleça fornecedores locais, amplie a qualificação profissional e gere empregos e renda.
"A Amazônia não pode continuar pagando o preço de um falso dilema entre desenvolver e conservar. O Norte tem direito ao desenvolvimento - com responsabilidade, segurança e respeito ao meio ambiente", acrescentou Carvalho.
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