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Gasolina cai 0,3% nos postos após redução de tributos na 1ª quinzena, diz Ticket Log

16 set 2026 - 18h25
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Resumo
O preço médio da gasolina caiu 0,30% na primeira quinzena de setembro, para R$ 6,72 por litro, impulsionado pelo corte de tributos federais, segundo o índice IPTL da Edenred Ticket Log. Em sentido oposto, o diesel S-10 subiu 0,42%, atingindo R$ 7,11, pressionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e na Rússia que elevaram o petróleo no exterior e geraram defasagem nos preços locais. Já o etanol hidratado avançou 1,69%, cotado a R$ 4,21, devido a atrasos na moagem da cana provocados por chuvas.

O preço médio da gasolina nos ‌postos do Brasil caiu 0,30% na primeira quinzena de setembro ante o mesmo período de agosto, para R$6,72 por litro, apontou o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) nesta quarta-feira, após a redução de tributos federais sobre o combustível anunciada pelo governo na semana passada.

Já o diesel S-10 avançou 0,42% no período, para R$7,11 por ⁠litro, em momento em que as tensões geopolíticas no Oriente Médio e ataques a refinarias ‌russas geram preocupações sobre a oferta, apontou o levantamento, com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

Há uma semana, o ‌governo reduziu as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins ‌incidentes sobre a gasolina. Na ocasião, a Petrobras retirou um desconto menor a ⁠distribuidoras que estava em vigor como parte de um outro programa de subsídio federal que chegou ao fim, permitindo um efeito líquido para as distribuidoras de uma redução de R$0,19 por litro no preço com tributos.

Na ocasião, a petroleira chegou a informar um reajuste de preços dela, mas reviu o anúncio no dia seguinte.

Já o ‌avanço do diesel interrompe uma trajetória de alívio observada em agosto.

Segundo levantamento da Edenred Ticket ‌Log (IPTL) divulgado nesta quarta-feira, o ⁠petróleo Brent superou ⁠US$105 por barril no período, em um cenário marcado por preocupações com a oferta global após ⁠ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita ‌e maiores riscos para importantes ‌rotas marítimas da região.

"A dinâmica internacional é um dos elementos que deve ser acompanhado de perto. Uma eventual manutenção do petróleo em patamares elevados pode ampliar a pressão sobre a relação entre os preços praticados nas refinarias e ⁠as referências internacionais, sobretudo no diesel, combustível de maior peso na operação do transporte rodoviário", afirmou em nota o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.

"Para o setor, o cenário reforça a necessidade de monitorar possíveis movimentos de preços e seus reflexos sobre os ‌custos logísticos", acrescentou.

A escalada dos preços internacionais do diesel neste mês ampliou para níveis recordes a defasagem em relação aos valores praticados pela Petrobras, levando importadores a ⁠adiarem decisões de compra e aumentando preocupações com restrições localizadas de oferta e distorções regionais no mercado brasileiro, disseram executivos dos setores de distribuição e importação à Reuters.

A Petrobras tem mantido seus preços de diesel estáveis enquanto participa de um programa de subvenção do governo federal. O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido no país, abastecimento realizado por diversos agentes além da estatal, incluindo distribuidoras e importadoras, além de contar com produtores privados nacionais.

Já o etanol hidratado, concorrente direto da gasolina nas bombas, subiu 1,69% na primeira quinzena de setembro ante o mesmo período de agosto, para R$4,21 por litro, segundo o IPTL, em momento em que os preços estão mais altos nas usinas, com atrasos na moagem de cana por chuvas.

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