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Fundo soberano da Noruega mostra cautela com ações e empresas de tecnologia

22 out 2026 - 09h57
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Resumo
O fundo soberano da Noruega, maior investidor do mundo com US$ 2,3 trilhões, registrou prejuízo de US$ 29,7 bilhões no terceiro trimestre, impactado pela alta dos juros na renda fixa. Diante da volatilidade ligada à inteligência artificial, a gestão adotou uma postura de cautela com o mercado de ações e reduziu ligeiramente sua exposição a grandes empresas de tecnologia, que ainda compõem 23% de sua carteira, mantendo monitoramento constante sobre os riscos do setor.

O ‌fundo soberano de US$2,3 trilhões da Noruega disse ter adotado uma postura "ligeiramente cautelosa" em relação aos mercados acionários e a algumas das maiores empresas do setor de tecnologia, após divulgar, nesta quinta-feira, um prejuízo de 278 bilhões de coroas (US$29,7 bilhões) no terceiro trimestre.

Investindo as receitas do Estado ⁠norueguês provenientes da produção de petróleo e gás, o fundo detém, em ‌média, 1,5% de todas as empresas listadas em bolsas de valores globalmente, o que o torna o maior investidor individual do mundo.

"Temos sido ‌transparentes ao afirmar que temos sido um ‌pouco cautelosos em relação ao mercado de ações como um todo ⁠e um pouco cautelosos em relação a algumas das maiores empresas de tecnologia", disse o vice-presidente executivo Trond Grande à Reuters após a divulgação dos resultados. "No panorama geral, trata-se apenas de pequenas subponderações."

O fundo deve seguir um índice de referência definido pelo Ministério das Finanças, com as ‌ações acompanhadas pelo índice FTSE Global All Cap, o que significa que ‌ele tem uma pequena ⁠margem de manobra ⁠para se desviar desse índice e ficar com subponderação ou sobreponderar em algumas ações.

O ⁠retorno do fundo ficou 0,18 ponto ‌percentual abaixo do índice ‌de referência no trimestre.

Grande disse que o fundo mantinha uma ligeira subponderação em algumas ações do setor de tecnologia há "bastante tempo" e não tem planos, por enquanto, de mudar isso. O setor de ⁠tecnologia como um todo representava 23% do total das participações do fundo em 30 de junho, de acordo com dados do fundo.

"Estamos satisfeitos com a forma como o fundo está estruturado no momento... mas isso é algo que revisamos constantemente. Portanto, ‌nada está definido de vez", disse ele.

De modo geral, houve bastante "volatilidade" no ecossistema das ações de inteligência artificial, que abrange desde laboratórios de ⁠modelos e data centers até fornecedores de energia e fabricantes de chips, disse ele.

"Caso haja uma reação negativa ou um acidente que de alguma forma atrapalhe a penetração da tecnologia, isso certamente prejudicaria o mercado de ações", disse ele, acrescentando que não descreveria o risco para os mercados como sistêmico.

No terceiro trimestre, o fundo registrou um retorno negativo de 0,5% em seus investimentos globais devido ao aumento das taxas de juros, que afetou sua carteira de renda fixa, responsável por 25,8% de suas participações totais no período.

No total, o fundo está investido em cerca de 7.100 empresas, além de títulos, imóveis e projetos de energia renovável.

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