Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Fim da Escala 6x1: Fiemg lamenta avanço de proposta na CCJ e defende votação apenas após as eleições

Entidade alerta para caráter eleitoreiro da medida e riscos ao emprego e ao PIB; nesta quarta-feira, 22, comissão admitiu a proposta, que passa a tramitar na Câmara

22 abr 2026 - 19h15
(atualizado às 19h25)
Compartilhar
Exibir comentários

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou, em nota, ver com extrema preocupação o avanço, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, da proposta legislativa que altera a jornada de trabalho semanal sem redução salarial.

Para a entidade, trata-se de uma medida insustentável, que avança sem o devido aprofundamento técnico nem avaliação consistente dos impactos sobre a economia, o emprego e a renda da população. A federação reforça que eventuais mudanças na jornada devem partir do limite atual de 44 horas semanais, com ajustes construídos por meio da negociação coletiva, respeitando a realidade de cada setor produtivo.

A CCJ aprovou nesta quarta-feira, 22, em votação simbólica, a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição que trata do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, uma das bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar a reeleição.

Agora, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisa instalar uma comissão especial para debater o mérito (conteúdo) da proposta. É nesse espaço que a oposição sinaliza que vai tentar mudar a PEC, buscando medidas de compensação à redução de jornada.

A entidade afirma que a aprovação da proposta na CCJ reforça o caráter "precipitado e eleitoreiro" da iniciativa, ao priorizar ganhos políticos de curto prazo em detrimento de uma discussão responsável sobre seus efeitos estruturais no país. A entidade destaca que mudanças dessa magnitude exigem amplo debate com a sociedade, especialmente com o setor produtivo, sob risco de comprometer a competitividade das empresas e a geração de empregos.

Um estudo da Fiemg aponta que a medida pode impactar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até 16%, com potencial de provocar a perda de cerca de 18 milhões de postos de trabalho no País. Os efeitos diretos recaem sobre a população, com aumento do custo de vida e redução do poder de compra das famílias.

Diante desse cenário, a entidade defende que a tramitação do projeto seja conduzida com responsabilidade institucional, sendo discutida e votada apenas após o período eleitoral, garantindo um ambiente mais técnico, equilibrado e livre de pressões políticas conjunturais. A federação reforça que sempre defendeu o diálogo como base para qualquer avanço nas relações de trabalho.

A negociação coletiva, construída entre empregadores e trabalhadores, é o instrumento mais adequado para promover ajustes na jornada de trabalho de forma equilibrada, respeitando as particularidades de cada setor e preservando empregos.

A Fiemg ainda reafirma que soluções sustentáveis para o País passam pela construção conjunta, com responsabilidade econômica e social, evitando medidas impositivas que possam gerar efeitos adversos para toda a população.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra