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Fim da 6x1 deve elevar custos na produção de carnes e exigir repasses ao consumidor, diz associação

Empresas já enfrentavam dificuldades para preencher quadros de funcionários e tinham que contratar mão de obra imigrante, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

15 out 2026 - 10h58
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Resumo
A Associação Brasileira de Proteína Animal alertou que o fim da escala 6x1, aprovado pelo Senado, elevará os custos de produção e reduzirá a oferta, gerando inevitável repasse de preços ao consumidor. O setor, que já enfrentava escassez de mão de obra, terá a capacidade produtiva afetada pela nova jornada máxima de 40 horas semanais sem corte salarial. Apesar do impacto e dos desafios de adaptação no período de transição de 14 meses, a entidade confirmou que cumprirá a nova legislação.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou, em nota, que as mudanças na jornada de trabalho decorrentes do fim da escala 6x1 devem afetar a capacidade produtiva do setor, elevar custos e levar ao repasse de preços ao consumidor final.

A entidade ressaltou que as empresas já enfrentavam grandes dificuldades para preencher seus quadros de funcionários sob a legislação anterior, problema que chegou a exigir a contratação de mão de obra imigrante.

Segundo associação, adaptação ao novo sistema poderá reduzir oferta de alguns produtos
Segundo associação, adaptação ao novo sistema poderá reduzir oferta de alguns produtos
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

"Com o novo quadro, a capacidade produtiva será impactada", afirmou a ABPA, em posicionamento divulgado nesta quinta-feira (15), um dia após a conclusão da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado.

Segundo a associação, a adaptação ao novo sistema poderá reduzir a oferta de alguns produtos e elevar o custo médio de produção, com "inevitável repasse ao consumidor final". A ABPA também informou que o setor de proteína animal cumprirá a nova legislação.

O texto aprovado pelo Senado, sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, estabelece carga semanal máxima de 40 horas, em transição de 14 meses, e veda redução salarial. A proposta seguirá para promulgação, em data ainda a ser definida.

Estadão
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