Fim da 6x1 deve elevar custos na produção de carnes e exigir repasses ao consumidor, diz associação
Empresas já enfrentavam dificuldades para preencher quadros de funcionários e tinham que contratar mão de obra imigrante, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
A Associação Brasileira de Proteína Animal alertou que o fim da escala 6x1, aprovado pelo Senado, elevará os custos de produção e reduzirá a oferta, gerando inevitável repasse de preços ao consumidor. O setor, que já enfrentava escassez de mão de obra, terá a capacidade produtiva afetada pela nova jornada máxima de 40 horas semanais sem corte salarial. Apesar do impacto e dos desafios de adaptação no período de transição de 14 meses, a entidade confirmou que cumprirá a nova legislação.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou, em nota, que as mudanças na jornada de trabalho decorrentes do fim da escala 6x1 devem afetar a capacidade produtiva do setor, elevar custos e levar ao repasse de preços ao consumidor final.
A entidade ressaltou que as empresas já enfrentavam grandes dificuldades para preencher seus quadros de funcionários sob a legislação anterior, problema que chegou a exigir a contratação de mão de obra imigrante.
"Com o novo quadro, a capacidade produtiva será impactada", afirmou a ABPA, em posicionamento divulgado nesta quinta-feira (15), um dia após a conclusão da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado.
Segundo a associação, a adaptação ao novo sistema poderá reduzir a oferta de alguns produtos e elevar o custo médio de produção, com "inevitável repasse ao consumidor final". A ABPA também informou que o setor de proteína animal cumprirá a nova legislação.
O texto aprovado pelo Senado, sem alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, estabelece carga semanal máxima de 40 horas, em transição de 14 meses, e veda redução salarial. A proposta seguirá para promulgação, em data ainda a ser definida.
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